Trump quer proibir entrada de muçulmanos nos EUA

(Foto de SAUL LOEB/AFP/Arquivos)

O candidato que lidera as preferências dos republicanos para as eleições presidenciais de 2016, Donald Trump, pediu nesta segunda-feira a proibição da entrada de muçulmanos nos Estados Unidos.

“Donald Trump pede a suspensão total e completa da entrada de muçulmanos nos Estados Unidos até que os legisladores do nosso país compreendam o que está ocorrendo”, escreveu a equipe de campanha do candidato em um comunicado intitulado “Comunicado de Donald Trump para impedir a imigração muçulmana”.

A proposta não detalha se estão incluídos os muçulmanos americanos.

Contudo, ao citar uma pesquisa realizada entre muçulmanos que vivem neste país, Trump afirmou que muitos deles sentem “ódio” por todos os americanos.

“De onde vem este ódio e por que, devemos determiná-lo. Até que sejamos capazes de estabelecê-lo e de compreender este problema e a ameaça que representa, nosso país não pode ser vítima de ataques hostis por parte de pessoas que só acreditam na jihad e não têm respeito algum pela vida humana”, declarou o candidato no comunicado.

O magnata, favorito de aproximadamente um em cada três republicanos para as primárias que começarão em Fevereiro, tem empreendido cada vez mais contra os muçulmanos desde os atentados de Paris. Seu anúncio motivou uma onda de reacções adversas no Twitter.

“Donald Trump acaba com todas as dúvidas: faz campanha para a presidência enquanto demagogo fascista”, escreveu Marton O’Malley, um candidato democrata.

Um alto assessor da Casa Branca afirmou que a proposta de Trump é “totalmente contrária aos nossos valores”.

“Temos, em nossa lei de Direitos, respeito pela liberdade religiosa”, declarou Ben Rhodes, um dos principais assessores do presidente Barack Obama em matéria de política exterior, à rede CNN.

“Donald Trump está desequilibrado”, escreveu o ex-governador da Florida e também pré-candidato republicano Jeb Bush.

“Todo candidato à presidência deve fazer o certo e condenar o comunicado de Trump”, disse o senador Lindsey Graham no Twitter. (AFP)

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