Triangulares na segunda volta das regionais em França

Claude Bartolone, cabeça de lista do PS nas regionais na ilha de França, Valérie Pécresse (Republicanos), e Wallerand de Saint Just, candidato da FN lors durante um debate telivisivo a 9 de Dezembro 2015 (KENZO TRIBOUILLARD / AFP)

A campanha eleitoral para a segunda volta das eleições regionais termina esta sexta-feira. Depois de se ter imposto na primeira volta a Frente Nacional continua no centro dos debates. Em várias regiões francesas desenha-se um cenário de triangulares opondo os candidatos de direita, esquerda e extrema-direita.

Nesta segunda volta, a ter lugar no domingo, o partido Frente Nacional é o inimigo número um da esquerda e da direita francesa. No entanto, as duas forças partidárias optaram por estratégias completamente opostas. Se por um lado houve algumas desistências das candidaturas dos Republicanos, por outro manteve-se a política do nem na esquerda nem na extrema-direita. A esquerda retirou-se, desiludida, para evitar a eleição de Marine Le Pen no norte, de Marion Maréchal-Le Pen no sul e de Florian Philippot no leste do país.

Optimismo à direita e à esquerda

À direita a política de Nicolas Sarkozy coloca no mesmo patamar a Frente Nacional e o Partido Socialista. O ex-presidente está enfraquecido desde domingo passado. A linha de Sarkozy tem sido criticada e vários cabeças de lista recusaram o apoio do líder dos Republicanos. Nicolas Sarkozy disse em entrevista esta sexta-feira ao jornal Le Figaro, que apesar da concorrência da Frente Nacional acredita na vitória. Mesmo optimismo à esquerda com o primeiro-ministro, Manuel Valls, a referir nove regiões francesas onde a esquerda pode sair vencedora. NO próximo domingo o cenário é de triangulares direita, esquerda e Frente Nacional. As triangulares serão a única forma para a esquerda evitar a derrota anunciada. (RFI)

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