Sindicato dos Jornalistas defende acesso as fontes de informação

Secretário geral do Sindicato de Jorrnalistas Angolanos, Teixeira Cândido (Foto: Clemente Santos)

O secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA), Teixeira Cândido, defendeu hoje, terça-feira, em Luanda, a necessidade de haver mais facilitação de certa informação por parte das fontes, de forma a contribuir no desenvolvimento da profissão e da qualidade do jornalismo praticado no país.

Em declações à Angop, à margem da cerimónia de entrega dos galardões aos vencedores do Prémio Nacional de Jornalismo edição 2015, Teixeira Cândido sublinhou que as fontes têm que sentir vontade de comunicar mais contrariamente ao que acontece.

“As fontes têm que sentir vontade de comunicar mais e não temos sentido isso. Para melhor informar o país, é necessário que as fontes estejam mais abertas, porque cada um tem de saber comunicar o que faz”, disse.

Em relação a qualidade do jornalismo, Teixeira Cândido diz que pode-se melhorar, havendo mais acesso as fontes.

Em relação ao prémio, o sindicalista entende que devem ser respeitados os critérios pré estabelecidos para a nomeação e premeação.

“O sindicato tem uma ideia que nos próximos dias gostaria de apresentar ao Ministério da Comunicação Social. Entendemos que há muitos jornalistas que têm feito bons trabalhos mas não se sentem motivados em pegar os seus trabalhos para entregar ao jurado para serem avaliados”, esclareceu.

Acrescentou que a “partir do momento que está constituído, o jurado deveria analisar os trabalhos dos jornalistas ao longo do ano e no final do qual poderia então premiar aqueles trabalhos que o jurado achasse que são os melhores e não esperar que os jornalistas peguem nos seus trabalhos e levem para o jurado seleccionar qual deles é o melhor”.

Por outro lado, Teixeira Cândido manifesta que o sindicato está preocupado com a situação económica das empresas da Comunicação Social, embora seja uma perspectiva universal.

“Há colegas que não receberam o décimo terceiro, há colegas que os ordenados não têm sido pagos. É mais crítica para as empresas privadas, mas não é das melhores para as empresas públicas”, adiantou.

O repórter fotográfico da Angop Rosário dos Santos ganhou o Prémio Nacional de Jornalismo na categoria de fotojornalismo, Osvaldo da Paixão, repórter da RNA na província do Cuanza Norte recebeu na categoria de rádio, Elsa Cassueca, jornalista da TPA, recebeu o prémio na categoria de televisão e na de imprensa foi vencedor o jornalista do Jornal de Angola, António Ferreira “Aleluia”, que não se encontrava na sala.

O Prémio Nacional de Jornalismo foi instituído em 2008 pelo Ministério da Comunicação Social (MCS) para incentivar a criatividade e valorizar a competência, o mérito e o profissionalismo dos jornalistas angolanos.

O prémio está repartido em quatro categorias: Rádio, Televisão, Imprensa e Fotojornalismo. Cada vencedor recebe o equivalente a três milhões e quinhentos mil Kwanzas.

Integraram o corpo do júri do Prémio Nacional de Jornalismo deste ano, os jornalistas Júlio Mendonça da Silva, da Rádio Nacional de Angola (RNA), Nelson Rosa, da Televisão Pública de Angola (TPA), Mário Pedro Segundo, da Agência Angola Press (Angop), Norberto Carlos, docente universitário e Carlos Calongo Adão, jornalista.

Participaram do evento, o ministro da Comunicação Social, José Luís de Matos, o secretário de Estado, Manuel da Conceição, e o director nacional da Informação, Rui Vasco.

Estiveram igualmente presentes na cerimónia, animada pelos artistas angolanos Konde e Yola Semedo, membros dos Conselhos de Administrações o das empresas públicas de comunicação social, funcionários do sector e outros convidados. (ANGOP)

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