Roma recebe conferência internacional para promover governo de união na Líbia

Secretário de Estado americano John Kerry em Roma para a conferência sobre a Líbia (Foto de Tiziana Fabi/AFP)

Itália e Estados Unidos presidem neste domingo, em Roma, uma conferência internacional de um dia para tentar fazer com que as principais facções que emergem do caos líbio apliquem rapidamente um acordo negociado com dificuldade sob patrocínio da ONU.

As potências ocidentais desejam que um Governo de união tome as rédeas do país para frenar o avanço do grupo Estado Islâmico (EI), além de combater as redes de traficantes que todos os meses mandam para a Itália milhares de migrantes em condições desumanas.

A reunião conta com a presença do secretário de Estado americano John Kerry e o enviado da ONU para Líbia, Martin Kobler.

Representantes de 18 países europeus e árabes estão presentes, assim como os representantes de diversas facções rivais líbias.

Depois do compromisso obtido na sexta-feira em Tunes por delegações dos dois parlamentos rivais – de Tobruk (leste), reconhecido pela comunidade internacional, e de Tripoli – de assinar na quarta-feira o acordo apoiado pela ONU, a reunião deste domingo está destinada a mostrar a solidariedade internacional para com o país.

Na quarta, representantes dos dois parlamentos líbios rivais assinarão no dia 16 de Dezembro um acordo que prevê a formação de um governo de unidade nacional.

“A assinatura do acordo político será realizada em 16 de Dezembro”, declarou à imprensa Salah al Majzun, do parlamento de Tripoli. Um membro do parlamento rival, de Tobruk, Mohamed Shueib, confirmou a informação.

“Faço um apelo aos meus colegas a que se unam neste diálogo entre líbios, sob a égide da ONU”, acrescentou o representante do Parlamento, reconhecido como autoridade pela comunidade internacional.

Shueib fez um apelo para que o restante dos parlamentares se una a este esforço.

Do lado rival, outro vice-presidente do Parlamento de Tripoli, Awad Mohamed Abdul Sadiq, tinha anunciado no domingo passado que representantes das duas facções tinham chegada a um acordo político, em outro diálogo que não contou com a participação da ONU.

Para alcançar este acordo paralelo, as duas partes tinham concordado em manter fora das negociações a ONU, que há meses tentava resolver a crise na Líbia, mas cujas ações são denunciadas uma “intromissão estrangeira” pelas facções mais extremas dos dois governos.

Desde a queda em 2011 do regime de Muanmar Kadhafi, propiciada por uma operação militar na qual participaram países como França, Estados Unidos e Grã-Bretanha, a Líbia está afundada no caos.

A comunidade internacional tenta há tempos conseguir em vão um acordo inter-líbio para formar um único governo. (AFP)

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