Qualidade do ar: estamos a melhorar

Os locais preenchidos a azul foram os que mais reduziram os níveis de emissões poluentes, e os locais a vermelho os sítios que mais aumentaram os níveis de emissão de dióxido de azoto, que prejudica a qualidade do ar Goddard Media Studios / NASA

A NASA publicou esta semana um mapa mundo com imagens de satélite, que permitem observar a evolução dos níveis de dióxido de azoto no mundo, nos últimos 10 anos. Conclusão: estamos a melhorar.

A NASA apresentou esta semana um mapa com imagens de alta resolução, obtidas por um satélite da agência, que mostram a evolução dos níveis de emissões poluentes nos últimos 10 anos. As conclusões apontam para uma melhoria da qualidade do ar na maior parte das regiões do globo, entre 2004 e 2014.

O que é o dióxido de azoto?

E quem é o principal responsável pela qualidade do ar? O dióxido de azoto. “É um gás amarelo acastanhado”, que normalmente é emitido pela utilização de veículos automobilísticos (em particular os carros) e pela atividade das centrais elétricas e da atividade industrial, segundo a NASA. A CNN afirma também que os processos de combustão, como os aquecedores (ou aquecimento central), também estão entre as atividades que mais emitem este gás.

“É o maior poluente que se respira”, afirma a CNN, e é responsável por muitas das doenças respiratórias, como a asma, a bronquite, as inflamações dos pulmões e a redução da sua capacidade funcional, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

O gás é o principal responsável pela qualidade do ar que respiramos, e é emitido com maior intensidade em cidades de países desenvolvidos, ou em vias de desenvolvimento.

A Europa Ocidental e os Estados Unidos estão entre as regiões que registaram uma melhoria mais significativa na qualidade do ar respirado pelos seus habitantes: segundo um comunicado à imprensa da NASA, os níveis de emissão de dióxido de azoto diminuíram entre 20% a 50%, em média, nos EUA (um dos maiores emissores deste gás), ao passo que na Europa Ocidental a redução foi de perto de 50%.

As melhorias, segundo o comunicado da agência, “devem-se maioritariamente aos efeitos das regulações ambientais [feitas nos EUA e Europa Ocidental], que exigem desenvolvimentos tecnológicos por forma a reduzir as emissões poluentes de carros e centrais elétricas”.

Na China o problema agrava-se!

Na China, um dos principais poluentes e emissores de dióxido de azoto do planeta, o problema agravou-se entre 2004 e 2014, revela a NASA: os níveis de emissão de dióxido de azoto aumentaram em média entre 20% e 50%, no país. Contudo, nem tudo são más notícias na China: e há bons indicadores, que devem ser replicados. Três das principais áreas metropolitanas do país – Beijing, Xangai e o Delta do Rio das Pérolas – reduziram as suas emissões deste gás poluente, até um valor próximo dos 40%.

A razão deve-se, segundo os especialistas da NASA, à intervenção governamental: “Quando os governos entram em ação e dizem: vamos construir algo aqui, ou vamos regular este poluente, consegue-se ver o impacto [dessa intervenção] nos dados” afirma o responsável da agência Bryan Duncan, que liderou a investigação, em declarações reproduzidas pela CNN.

Médio Oriente: melhorias na Síria

No Médio Oriente, segundo a NASA, o cenário mostra um aumento das emissões deste gás nos países vizinhos da Síria, e uma redução dos níveis na própria Síria. A razão avançada pela agência está no fluxo migratório e na crise de refugiados originada pela guerra civil síria.

De acordo com a agência, na Síria “os níveis de dióxido de azoto diminuíram desde 2011, muito provavelmente devido à guerra civil [no país]”, que “interrompeu a atividade económica e deslocou milhões de pessoas”. No Iraque, Kuwait ou Irão, por sua vez, houve um aumento, que se registou devido “ao crescimento económico” destes países, segundo a NASA. (OBSERVADOR)

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