Papa Francisco recebe Prémio Carlos Magno 2016

(REUTERS)

Pontífice argentino é homenageado com a maior distinção europeia, em reconhecimento às contribuições para a união do continente e ao compromisso pela paz. Para conselho de Aachen, Francisco é uma “voz da consciência”.

O papa Francisco receberá o Prémio Carlos Magno de 2016, anunciou nesta quarta-feira (23/12) o conselho da instituição responsável pela honraria concedida anualmente pela cidade de Aachen a personalidades que se destacam pela contribuição à união da Europa e o compromisso com a paz.

“Em tempos como os actuais, em que tantos cidadãos europeus estão necessitados de orientação, Sua Santidade, o papa Francisco, nos dá uma mensagem de esperança e coragem”, declarou o conselho em comunicado. A honraria é considerada uma das maiores distinções europeias.

O pontífice argentino se converteu numa “voz da consciência”, lembrando aos à Europa a necessidade de colocar o ser humano no centro de todas as suas acções e de manter o compromisso com “a liberdade, paz, justiça, democracia e solidariedade”.

Nobre tradição

O prémio traz o nome de Carlos Magno (742/748-814), presumivelmente nascido em Aachen, que foi o imperador mais poderoso do início da Idade Média. Suas conquistas formaram um império que cobria a maior parte da Europa Ocidental. O líder da Igreja Católica será o 58º condecorado com a prestigiosa distinção, instituída em 1950. Em 2004 ela foi concedida ao papa João Paulo 2º.

O conselho de selecção é composto por representantes das áreas económica, eclesiástica e académica de Aachen. Até 2015, seguindo a tradição, a cerimonia de entrega ocorreu naquela cidade no oeste da Alemanha, no dia de Ascensão de Cristo. Desta vez, porém, o ato se realizará em Roma, em data a ser definida.

Entre as personalidades distinguidas com esse prémio se destacam os chanceleres federais alemães Konrad Adenauer (1954), Helmut Kohl (1988) e Angela Merkel (2008); o rei espanhol Juan Carlos 1º (1982); e os presidentes François Mitterrand (também 1988), da França, e Bill Clinton (2000), dos Estados Unidos. Em 2015 o condecorado foi o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz. (DW)

FC/efe/ap/dpa

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