Novos empregos serão criados em 2016 mesmo com crise – Abrahão Gourgel

Abrãhao Gourgel, Ministro da Economia (Foto: joaquina Bento)

O ministro da Economia, Abrahão Gourgel, afirmou hoje que apesar da crise, com resultados nefastos da destruição de postos de emprego, novos postos de trabalho serão criados, porque serão implementados novos investimentos, principalmente no sector privado.

Abrahão Gourgel, que respondia à pergunta como serão criados novos empregos em função da presente crise da economia nacional e a nível dos mercados internacionais, justificou que nos ciclos económicos em que há destruição de empregos existe também criação de empregos.

“ Várias empresas despedem trabalhadores, falem e reduzem suas actividades ao mesmo tempo que surgem neste período oportunidades de se criarem empregos com novos investimentos, que são feitos por outras pessoas”, explicou o ministro quando interpelado à saída da plenária da Assembleia Nacional que aprovou, definitivamente, o OGE para 2016.

Ao responder a questão sobre a criação de novos empregos em 2016, o titular da pasta da Economia, realçou o facto da economia do país e do mundo serem afectadas pela crise dos mercados, isto é, pela baixa do preço das principais commodities (para Angola – o petróleo).

“Estamos em crise, o mundo está em crise e afecta sobretudo os países produtores de commoditie , sublinhou o ministro, referindo que Isso tem impacto nas economias na redução de actividades económicas assim como na criação de novos empregos”.

Por outro lado, Abrahão Gourgel informou também que a nova Lei do Investimento Privado não terá impacto directo no orçamento de 2016 em termos de fiscais e mesmo de criação de empregos, salvo se houver projectos de curto prazo que forem concluídos durante o ano.

“ Teremos impacto a nível do sector real se, como esperamos, os investidores externos e nacionais privados poderem implementar os seus projectos em tempo record, porque alguns projectos tem um ciclo de implementação superior a um ano, mas aqueles que tiverem um ciclo de maturação menor ainda poderemos ter notícias deles em 2016. A lei vai ajudar que esses projectos contribuam para o aumento da receita fiscal”, disse.

Referiu ainda que o presente orçamento é um orçamento possível. “É aquele que corresponde à incerteza que ainda existe a nível da evolução das economias nos mercados internacionais quer também às limitações, em termos de receitas fiscais decorrente da baixa do preço do petróleo”.

Afirmou que vai ser um orçamento com limitações, na medida que a situação quer interna como externa ainda requer contenção nas despesas e requer esforços para multiplicar as receitas, sobretudo a partir da diversificação da economia angolana. (ANGOP)

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