Nicki Minaj aconselhada cancelar concerto em Angola

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Diversos sites americanos “atiraram-se” esta manhã, 16, à rapper Nicki Minaj, por ter aceite participar no concerto Boas Festas Unitel, em Luanda, Angola.

O director da Human Rights Foundation, Thor Halvorssen, pediu a Minaj que cancele a performance em Angola e acusou-a de compactuar com um “ditador”, referindo-se ao Presidente Angolano.

Halvorssen argumentou que ela vai actuar num país onde “os direitos humanos são violados constantemente, direitos dos jornalistas, dos activistas e de tantos outros que sejam contra a opressão do governo e sua intimidação”.

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As duras palavras de Halvorssen foram escritas numa carta dirigida à cantora e publicada no website oficial da instituição.

Citado pela Billboard, o director da Human Rights Foundation alega que Nicki ainda está a tempo de cancelar o concerto, e mencionando o processo dos 15+2, recorda à cantora que entre os activistas em julgamento está um rapper, Luaty Beirão, e ela como uma artista independente deveria advogar pela sua libertação, em vez de “entreter o ditador e sua família de ladrões”.

Noutro site, o New York Daily News, na coluna [email protected], a abertura é tão forte quanto o artigo da Billboard. O autor do artigo diz: “Nicki tem ‘bifes’ com Miley Cyrus, mas não tem nada contra ditadores”.

O [email protected] diz que a rapper vai actuar por “milhões” num país onde a democracia é questionada, indo mais longe e comparando Nicki a Mariah Carey.

O director para os Assuntos Africanos da Human Rights Foundation, Jeffrey Smith disse ao [email protected]: “Nicki Minaj está a seguir os passos de Mariah Carey, recebendo insensivelmente dinheiro de um ditador que está no poder há cerca de quatro décadas e que tem efectivamente e brutalmente oprimido a liberdade de expressão, estabelecendo um precedente horrível não só para Angola, como para toda a região”.

Minaj não reagiu até ao momento. (VOA)

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