MPLA necessita de quadros qualificados e criativos – Roberto de Almeida

Roberto de Almeida - Vice Presidente do MPLA (Foto: Lucas Neto)

O MPLA necessita de dispor de quadros qualificados, dotados de capacidade de criação, inovação e aprendizagem constante com vista a manter com êxito a sua trajectória.

Esta afirmação é do vice-presidente dessa formação partidária, quando procedia hoje, quarta-feira, à abertura do 1º Encontro Nacional de Quadros do MPLA, tendo realçado que este pressuposto servirá para fazer a diferença em relação aos seus adversários e melhor servir o povo, como ponto de partida e de chegada de toda sua acção.

De acordo com o político, os quadros constituem um recurso crucial para o bom desempenho do partido , tendo em linha de conta que, no actual contexto, o factor diferenciador entre partidos políticos já não reside unicamente nos seus programas, nos seus projectos de sociedade ou na sua “ praxis”, mas também na qualidade dos seus militantes e na forma como desempenham o seu trabalho político.

“Conferimos importância à valorização dos quadros do partido porque compreendemos que o desenvolvimento do militante leva ao desenvolvimento da nossa organização “ sublinhou.

Na ópiica de Roberto de Almeida, o MPLA deve dispor de militantes dotados de competências não só para acompanhar as inovações tecnológicas, mas também para realizar o trabalho político junto das comunidades, para contribuir para a resolução dos múltiplos e complexos problemas económicos , sociais e culturais, e para aumentar a sua capacidade de se relacionar e interagir com o povo , adoptando sempre posições proactivas.

Realçou que o trabalho político-partidário exige formação e conhecimento, por forma a ajudar o partido a tomar decisões assertivas e criativas, agregando valor ao seu trabalho.

“Convém dizer que na história do MPLA não é nova a ideia do reconhecimento da importância dos quadros, como portadores de conhecimento, pois o MPLA sempre soube que o homem era o factor decisivo para se alcançarem os objectivos então preconizados.

Roberto de Almeida salientou que no seu programa mínimo, o MPLA já estabelecia a necessidade de desenvolvimento do ensino secundário, técnico e profissional e a criação do ensino superior.

Salientou, por outro lado, que depois da Independência nacional , obtida numa situação interna difícil sob todos os pontos de vista, caracterizada pelo êxodo maciço de técnicos e quadros portugueses, a formação de quadros impunha-se como um dos principais desafios que a nação tinha de enfrentar para garantir o funcionamento da administração pública, do sector produtivo, da saúde, da banca e das finanças, do aparelho judicial e até dos próprios estabelecimentos de ensino.

“Foi nesta conjuntura que o MPLA decidiu consagrar o ano de 1979 como o “ Ano da formação de quadros “, fazendo também coincidir, durante o período de 1979 a 1990, o cargo de Presidente do partido com o de secretário do Comité Central para os quadros. Hoje podemos dizer com orgulho que nesse período foram formados no país dois mil 164 técnicos superiores e no exterior 1773”, explicou.

Para o vice-presidente do MPLA, a questão dos quadros passou a ser um tema incontornável para a reconstrução e desenvolvimento do país num mundo que se afigurava cada vez mais concorrente e competitivo.

O encontro congrega mil e 600 delegados provenientes das várias estruturas do partido, membros do executivo , diplomatas, docentes universitários entre outras personalidades e tem a duração de dois dias. (ANGOP)

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