Lunda Sul: Arcebispo apela famílias a terem cultura de poupança

Dom José Manuel Imbamba Arcebispo da Lunda Sul (Foto: Hélder Dias)

O arcebispo da arquidiocese da Lunda Sul, Dom José Manuel Imbamba, defendeu hoje, quarta-feira, em Saurimo, a necessidade das famílias angolanas cultivarem o hábito de poupança por formas a evitar gastos financeiros desnecessários, bem como para mitigar o efeito da diminuição de receitas, devido a baixa do preço do petróleo no mercado internacional.

Em declarações à Angop, sobre sua opinião quanto à diversificação da economia, Dom Imbamba disse que o sucesso deste processo passa necessariamente pela promoção do empreendedorismo e a exploração racional dos recursos naturais.

Segundo ele, o empreendedorismo pode auxiliar no crescimento económico do país com a introdução de novos produtos no mercado ou pela evolução de produção existente, bem como por mudanças no processo produtivo e com aumento de competitividade.

Acrescentou que empreender significa criar novos mercados, novas indústrias, novos produtos ou novos métodos de produção que revolucionam o estado actual da economia e tornam os produtos e procedimentos estabelecidos obsoletos.

Neste sentido, prosseguiu, o progresso económico é impulsionado pela busca incessante da inovação, daí a necessidade dos angolanos, sobretudo empresários, serem criativos e inovadores, transformando a actual situação económica do país em oportunidades, pois que diversificar a economia passa também pelo incentivo do aumento da produção nacional.

“ Para o crescimento da economia nacional, é preciso que o Executivo promova a diversificação da economia nacional, aumentando a produção agrícola, incentivando e atraindo o empresariado nacional e estrangeiro com políticas mais convincentes”, sublinhou.

Apelou aos cidadãos que pretendem ser empreendedores a não esperarem por resultados imediatos, mas trabalharem com responsabilidade, espírito de criatividade, inovação e vitória, por forma a contribuírem no alcance deste processo que deve envolver todas as forças vivas do país.

“ Infelizmente os nossos jovens empreendedores querem sempre resultados imediatos, e isso não é empreender, porque para empreender é preciso criar metas de médio/longo prazo”, concluiu. (ANGOP)

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