Líderes europeus discutem crise de refugiados

(REUTERS/Francois Lenoirragha)

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) deram início esta manhã à última reunião do Conselho Europeu deste ano. A agenda é dominada pela crise migratória e pelas reivindicações do Reino Unido para permanecer na UE.

Os números comprovam a realidade e 2015 bateu todos os recordes de entradas ilegais de pessoas nos países da União Europeia.

Esta semana, a Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia (Frontex) registou a entrada de 1,55 milhões de pessoas nos 28 países da UE nos últimos 11 meses.

Só na Grécia terão entrado mais de 715 mil migrantes. Estes números foram apresentados na terça-feira, dia 15 de Dezembro, em vésperas do Conselho Europeu que começou esta manhã onde se esperam novas medidas para resolver a crise dos refugiados.

Os líderes dos 28 têm agora a oportunidade de rever, pela primeira vez, o pacote de propostas apresentado na terça-feira passada, dia 15 de Dezembro, pela Comissão Europeia, que inclui a criação de uma nova guarda costeira e fronteiriça europeia com poderes para actuar excepcionalmente num Estado-membro sem o seu aval se o espaço Schengen estiver em causa e haja uma maioria qualificada dos 28 Estados-membros da UE a aprovar a acção.

Depois do debate sobre migrações, os líderes vão discutir “questão do Reino Unido”, para fazer um ponto da situação sobre as negociações em curso em torno das reformas reclamadas pelo primeiro-ministro David Cameron no sentido de perceber se há condições para se fechar um acordo em Fevereiro, que evite uma saída dos britânicos do bloco europeu.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, prevê que os 28 chefes de Estado e do Governo da União Europeia cheguem a um acordo porque “há preocupações com os detalhes” sobre a gestão das fronteiras. (RFI)

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