Lançamento do pólo industrial entre os principais feitos na província do Huambo

Infra-estruturação do Pólo Industrial da Caála (EXPANSAO)

O lançamento, no mês de Abril, do Pólo de Desenvolvimento Industrial do município da Caála, um dos 20 que estão a ser instalados no país, está entre os principais feitos que se destacaram ao longo do ano prestes a terminar, no sector económico na província do Huambo.

Instalado numa área de 1.129 hectares, tem infra-estruturas e serviços indispensáveis à actividade industrial, como água, tratamento de resíduos sólidos, energia eléctrica, telecomunicações e vias de acesso.

Os empresários que investirem nesta zona beneficiam de incentivos, como preços reduzidos na compra de espaços e o registo imediato das unidades no ordenamento do território.

A primeira fase da infra-estruturação do projecto, em construção no município da Caála, cuja cidade situa-se a 23 quilómetros a oeste da cidade do Huambo, termina em 2016, permitindo, assim, a instalação das unidades fabris no local, com um investimento inicial estimado USD 300 milhões.

Ainda em Abril, a província do Huambo passou a contar com três novas unidades fabris, empreendimentos de iniciativa privada. Trata-se da fábrica de transformação de rochas e artefactos de pedra, do grupo Angolaca, de Tintas, da Amana Group Comercial, bem como a de tanques e colchões, do grupo IMEX.

A primeira, orçada em mais de USD dois milhões, localiza-se no Belém, a 10nquilómetros da cidade do Huambo, e produz 80 toneladas de cubos (9×11) diárias, 40 toneladas de mini para calçadas, 100 metros cúbicos de pedras por dia para lancis e 50 metros cúbico dia para sarjetas, serviço garantido por mais de 40 funcionários.

Já a fábrica de tanques e colchões, orçada em dois milhões e 500 mil dólares norte americanos, emprega 21 jovens angolanos e três estrangeiros, que produzem diariamente 1700 colchões e 10 tanques de diversos tamanhos, para conservação de água.

A indústria de tintas, cujo orçamento não foi revelado, produz mais de mil litros de tintas diversas, diariamente, e outros produtos para a construção civil.

Também este ano, o grupo empresarial Mont car service, inaugurou a sua fábrica de reciclagem de pneus, orçada em USD 4,5 milhões e com uma capacidade de reciclar 100 pneus por dia. A mesma criou 70 postos de trabalho para os jovens.

A abertura da campanha de licenciamento industrial, que visa colocar à disposição dos operadores deste sector instrumentos que possibilitam o controlo das suas actividades e ordenamento de localização das suas infra-estruturas, visando preservar o ambiente e sua segurança também marcou o ano.

A mesma está a decorrer nos 11 municípios e tem ainda como objectivo evitar a fuga ao fisco, contribuindo, assim, para uma maior arrecadação de receitas para os cofres do Estado.

Outro acontecimento de relevo, ao longo do ano, foi a reinauguração do edifício da Direcção Nacional do Instituto de Investigação Veterinária de Angola (IIVA), situado no bairro Santo António, arredores da cidade do Huambo, no quadro das comemorações dos 40 anos de Independência Nacional, comemorados a 11 de Novembro.

O imóvel possui laboratórios de parasitologia, bacteriologia, serologia, tecnologia alimentar e biologia molecular, com equipamentos de ponta, uma estação zootécnica, repovoada com animais bovinos e caprinos de alto potencial genético, bem como máquinas agrícolas.

A infra-estrutura comporta ainda gabinetes de direcção, um centro logístico de animais e um condomínio habitacional com 16 residências do tipo T3, para os técnicos em trabalho.

O município da Caála beneficiou, este ano, de um edifício onde passou a funcionar a repartição fiscal das finanças, construído em dois anos, com objectivo de proporcionar melhores condições de trabalho e de atendimento ao público, contando ainda com um balcão do Banco de Comércio Indústria (BCI) para uma maior aproximação dos contribuintes.

Não menos importante foi o facto da província ter albergado o acto de abertura da campanha agrícola 2015/2016, orientado pelo ministro da Agricultura, Afonso Pedro Canga, tendo, na ocasião, garantido a criação de condições para o sucesso da actividade.

Durante o acto, decorrido na aldeia da Chitata, no município do Londuimbali, o ministro disse que Governo criou condições para que os principais meios de produção, como sementes, fertilizantes, enxadas, charruas, tractores e outros equipamentos estejam a disposição dos produtores.

Ainda sobre agricultura, a província ganhou, no decurso deste ano, uma loja/armazém de comercialização de sementes, afecta à cooperativa Agrícola Sementes do Planalto, constituída no município do Bailundo, a 75 quilómetros a norte da cidade do Huambo.

O empreendimento, com capacidade de armazenar mais de 10 toneladas de produtos, surgiu no âmbito do projecto denominado Sementes do Planalto, criado em finais de 2014 com objectivo de proporcionar sementes de qualidade aos camponeses das províncias do Huambo e Bié, com apoio da Organização Não Governamental espanhola Codespa.

A realização do I Conselho Consultivo Alargado do Ministério da Indústria, orientado pela titular da pasta, Bernarda Gonçalves Martins, com a necessidade de discutir assuntos relacionados com o funcionamento do sector, marcou igualmente o ano económico da província, que realizou a sua I feira agro-industrial, no município da Caála, no âmbito da diversificação da economia nacional.

Neste ano, a província foi visitada pelo ministro da Geologia e Minas, Francisco Manuel Queirós, que considerou a região uma potência em recursos minerais, que podem contribuir para a diversificação das fontes de receitas fiscais para o país.

Em declarações à imprensa, no final da sua visita de três dias, o ministro assegurou que o processo de levantamento aero-geofísico ainda prossegue na província, que vai levar a descobrir outros minerais, numa altura em que já está em curso a exploração de outros recursos para a construção civil em escala aceitável.

Francisco Queirós disse que no planalto central pode-se explorar ferro e ouro, sendo que com a execução do Plano Nacional de Geologia “Planegeo” serão descobertos outros minerais.

O anúncio, pelo secretário de Estado da Aquicultura, Zacarias Sambeny, da abertura do curso de aquicultura, para que esta prática possa ser ambientalmente sustentável e feita com responsabilidade, no quadro do processo de diversificação da económica, marcou igualmente o ano económico da região.

Em declarações à imprensa, durante a sua primeira visita efectuada nesta província, o responsável assegurou que estão em curso, para o efeito, negociações com o Ministério do Ensino Superior para garantir as condições básicas na Faculdade de Medicina Veterinária, nos arredores da capital da província.

Outro acontecimento em destaque durante 2015 foi a certificação, pelo Instituto Nacional de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), de 340 empresas de diversos ramos, mais 31 em comparação ao ano anterior.

Do total de empresas certificadas, 236 são micro, 68 pequenas e 27 médias, sendo que as mesmas desenvolvem actividades no ramo agrícola, comércio, indústria transformadora e prestação de serviços, além de terem sido formados 700 jovens em empreendedorismo e gestão de negócio.

Neste ano, quatro mil e 81 pessoas conseguiram empregos no sector do comércio na província do Huambo, menos 610 que no ano anterior, resultante da entrada em funcionamento de 726 estabelecimentos comerciais, de venda de bens e prestação de serviços, que se juntaram aos 3081 que a província possuía em 2014.

Dos actuais 3.807 estabelecimentos comerciais, distribuídos nos 11 municípios, constam 280 grossistas, 2.204 retalhistas, 520 de prestação de serviço e 803 de carácter provisório, denominadas de comércio precário, estes últimos estão isentos do pagamento do imposto de selo.

O município do Huambo, que constitui a maior praça económica da província, engloba o maior número de estabelecimentos comerciais, com 3.201, seguindo-se o da Caála, com 217, e o Bailundo, com 118.

Localizada na zona centro-sul de Angola, a província do Huambo, com uma extensão territorial de 34.270 quilómetros quadrados, possui uma população estimada em dois milhões e 700 mil, distribuída pelos municípios do Huambo, Caála, Bailundo, Chicala-Cholohanga, Cachiungo, Mungo, Ecunha, Longonjo, Chinjenje, Londuimbali e Ucuma. (ANGOP)

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