Vendida por 850.000 euros carta de Mao aos trabalhistas britânicos

(AFP)

Uma carta de Mao Tsé-Tung pedindo em 1937 ao líder do Partido Trabalhista britânico ajuda contra a invasão japonesa foi vendida nesta terça-feira por mais de 600.000 libras (850.000 euros) na casa de leilões Sotheby’s de Londres.

Na carta, escrita à máquina em inglês e assinada por Mao, o chefe do partido comunista chinês pede a Clement Attlee, então chefe dos trabalhistas e futuro primeiro-ministro, o apoio de seu partido para “qualquer medida prática de ajuda”.

O comprador do documento é um coleccionador particular chinês, informou a Sotheby’s em comunicado. A carta é uma das primeiras comunicações entre o líder chinês e um dirigente ocidental e trata-se da segunda carta de Mao que vai a leilão nos últimos anos, segundo a Sotheby’s.

A carta foi escrita na cidade de Yenan na data de 1 de novembro de 1937, quando os comunistas chineses se refugiaram nesta parte distante do noroeste da China após a Longa Marcha de 1934-35, na qual Mao se reafirmou como líder comunista.

No texto, Mao expressa sua solidariedade com o povo britânico e pede ao partido trabalhista ajuda para resistir ao invasor japonês, “um perigo ameaça tanto vocês quanto nós”.

“Longa vida à frente de paz das nações democráticas contra o fascismo e a guerra imperialista!”, conclui a missiva, também assinada por Zhu De, fundador do Exército Vermelho. (AFP)

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