Isabel dos Santos diz que os seus investimentos são “transparentes”

(Negocios)

A empresária angolana, através de um comunicado da Fidequity, rejeita as acusações da Transparência Internacional de alegado branqueamento de capitais e apropriação de bens do Estado e diz que todos os seus investimentos são escrutinados.

Isabel dos Santos rejeita a classificação que lhe foi dada pela Transparência Internacional. Esta organização colocou a empresária angolana numa lista dos casos de corrupção, divulgada na quarta-feira, 9 de Dezembro, por alegado “branqueamento de capitais” e “apropriação de bens do Estado”.

Sem nunca se referir a esta entidade, a Fidequity (empresa detida por Isabel dos Santos) emitiu esta sexta-feira, 11 de Dezembro, um comunicado em reacção ao que considera ser “a informação falsa veiculada nos últimos dias”.

No referido comunicado, a Fidequity sustenta que “Isabel dos Santos é uma empresária independente e uma investidora privada, representando unicamente os seus próprios interesses. Os investimentos de Isabel dos Santos em empresas angolanas e/ou portuguesas são transparentes e têm sido realizados através de transacções baseadas no princípio de plena concorrência, envolvendo entidades externas, tais como reputados bancos e escritórios de advogados”.

A Fidequity sublinha que “devido ao seu envolvimento – enquanto accionista e/ou gestora – com um conjunto de empresas/instituições financeiras angolanas e europeias” Isabel dos Santos “está sob o rigoroso escrutínio de vários reguladores”.

As suspeitas de alegado “branqueamento de capitais” e “apropriação de bens do Estado” são afastadas pela Fidequity. Esta empresa lembra que “os investimentos feitos por Isabel dos Santos têm sido apresentados com máxima transparência com empresas baseadas nas leis europeias e cotadas em bolsa. Foram realizados de forma privada, sob condições de mercado rigorosas e transparentes, e não envolveram a utilização de quaisquer fundos públicos. Todos os investimentos e negócios de Isabel dos Santos são unicamente financiados por private equity, banca comercial e dividendos pagos pelas empresas”.

Isabel dos Santos foi considerada a nona figura mais poderosa da economia portuguesa em 2015, de acordo com o ranking do Negócios. (Jornaldenegocios)

por Celso Filipe

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