Hillary acusa Trump de ser o ‘melhor recrutador’ do Estado Islâmico

Senador Bernie Sanders e Hillary Clinton participam de debate com os pré-candidatos democratas à presidência dos Estados Unidos (Foto: Brian Snyder/Reuters)

Hillary Clinton, candidata à indicação democrata para as eleições presidenciais de 2016 nos Estados Unidos, acusou neste sábado (19) o magnata Donald Trump de ter se transformado no “melhor recrutador” do Estado Islâmico (EI) por causa dos seus comentários contra os muçulmanos.

Hillary fez esta declaração durante o terceiro debate das primárias do Partido Democrata em Manchester (New Hampshire).

“Precisamos nos assegurar de que essas mensagens discriminatórias que Trump vem emitindo por todo o mundo não caiam em ouvidos receptivos”, assinalou a favorita para a indicação presidencial democrata.

Este mesmo mês, depois do ataque em San Bernardino (Califórnia), onde morreram 14 pessoas, Trump em primeiro nas pesquisas para a indicação republicana, propôs vetar temporariamente a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos como resposta à ameaça do terrorismo jihadista.

Os comentários do magnata imobiliário incomodaram o aparelho do Partido Republicano e geraram uma avalanche de críticas, apesar da controvérsia não o afectar nas pesquisas.

O massacre de Paris, onde morreram 130 pessoas, e o ataque de San Bernardino fizeram reviver nos EUA o fantasma dos atentados do dia 11 de Setembro de 2001, ao gerar preocupação com a segurança do país e o poder do EI para recrutar cidadãos ocidentais, que podem atacar seus países de origem.

Rival de Hillary o senador por Vermont e pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Bernie Sanders, afirmou que Wall Street é “uma ameaça para a economia americana” e acusou a sua rival, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, de contar com a complacência das grandes corporações.

Durante o terceiro debate presidencial realizado entre os pré-candidatos democratas à Casa Branca, entre os quais também se encontrava o ex-governador de Maryland Martin O’Malley, Hillary foi questionada pelo moderador por sua relações com os directores das grandes empresas em comparação com as quais mantinha há oito anos, quando também concorreu à presidência.

“A cobiça da classe multimilionária, a cobiça de Wall Street está destruir esta economia”, insistiu o senador.

“As corporações dos Estados Unidos devem amar Hillary Clinton?, perguntou o moderador, ao que a também ex-primeira dama respondeu com um descontraído: “Todo mundo deveria”.

Em seguida Sanders, seu maior rival nas pesquisas, aproveitou as circunstâncias e disse que se for presidente não obteria o afecto das grandes empresas e muito menos de Wall Street, uma troca que arrancou os aplausos do público.

Hillary foi acusada de manter estreitas relações com as grandes fortunas americanas, onde muitos identificaram a raiz da crise económica na qual o país caiu em 2008.

“Recebo muito mais doações de estudantes e professores que de Wall Street”, se defendeu a ex-primeira dama para reivindicar suas políticas sociais.

No entanto, os três pré-candidatos concordaram na necessidade de um aumento do salário mínimo, assim como de impulsionar o salário igualitário entre homens e mulheres, e Hillary asseverou que esse é o tipo de debate que devem ter com os republicanos, que se opõem a qualquer destas medidas. (G1)

por EFE

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