Há um algoritmo que consegue prever a dieta adequada para cada pessoa

O estudo foi divulgado em novembro último e é da autoria de investigadores do Instituto Weizmann de Israel

Um conjunto de investigadores diz ter descoberto um algoritmo que consegue prever a forma como o organismo de uma pessoa reage a diferentes alimentos. O segredo está nos níveis de açúcar no sangue.

Verdade seja dita, no grupo de amigos ou conhecidos há (quase) sempre aquela pessoa que, mesmo comendo o que qualquer um de nós come, mantém-se sempre magra e elegante. A resposta a esse mistério está, muito provavelmente, no facto de cada pessoa responder de forma diferente aos alimentos que consome.

A propósito disso, um conjunto de investigadores do Instituto Weizmann de Israel criou um algoritmo que, dizem eles, consegue prever com exatidão a forma como o organismo de diferentes indivíduos responde aos alimentos. Isto significa que poderá ser possível desenvolver uma dieta adequada para cada um de nós, escreve a BBC.

Os autores do estudo divulgado em novembro, Eran Segal e Eran Elinay, monitorizaram continuamente os níveis de açúcar no sangue de 800 pessoas e de quase 47 mil refeições, durante uma semana. O algoritmo — que foi ainda validado com ajuda de outros 100 participantes — consegue prever os níveis de glicose no sangue depois do consumo de diferentes alimentos.

Segal explicou à BBC que o algoritmo prevê com “alto nível de confiabilidade” a forma como o corpo reage aos níveis de glicose no sangue, os quais parecem ser fundamentais para controlar o peso e a diabetes.

“As grandes diferenças que encontrámos no aumento dos níveis de açúcar no sangue entre pessoas que comeram refeições idênticas explica em parte porque tantas dietas falham em tantas pessoas. Os nossos resultados apontam para escolhas de alimentação personalizadas, como sendo mais prováveis para ajudar as pessoas a manterem-se saudáveis”, diz o professor Segal, tal como se na página do Instituto Weizmann de Israel.

Os resultados do estudo não só surpreenderam os cientistas, como muitas das pessoas envolvidas. É exemplo o caso de uma mulher obesa que, depois de participar na investigação, ficou a saber que os níveis de açúcar no sangue disparavam quando ela comia tomates. Para outras pessoas o problema era as bananas.

“As descobertas do nosso estudo podem ser de importância crítica para milhões de pessoas em todo o mundo que sofrem (ou estão em risco de sofrer) de obesidade e diabetes”, comenta ainda Elinay. (OBSERVADOR)

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