Governo deve 16 mil milhões de kwanzas aos professores

Manifestação do SINPROF no Lubango, em 2013 (DW)

O Sindicato Nacional de Professores de Angola (SINPROF) exige que o Governo pague o que ainda deve aos docentes. Os salários em atraso rondam os 16 mil milhões de kwanzas, aproximadamente 118 milhões de dólares.

A queda do preço mundial do petróleo, principal fonte de rendimento de Angola e de receitas do Estado, abriu um buraco nas contas públicas e tornou 2015 num ano particularmente difícil para Angola. Por sua vez, o Governo reagiu, cortou subsídios e atrasou pagamentos.

Muitos professores estão ainda à espera de uma parte dos seus salários. O SINPROF estima que a dívida acumulada seja de cerca de 16 mil milhões de kwanzas, o equivalente a 118 milhões de dólares americanos.

O Sindicato pede que o pagamento seja feito ainda no ano económico de 2015. Guilherme Silva, presidente do SINPROF, apela às entidades do Governo no sentido de que esta dívida não transite para o próximo ano de modo a prevenir “uma situação menos abonatória no setor e para evitar que existam convulsões”.

A DW África contactou também o Ministério da Educação de Angola, mas os representantes do ministério não quiseram pronunciar-se sobre a questão dos salários em atraso. No entanto, foi confirmado, em anonimato, o montante da dívida, que, segundo a mesma fonte, já começou a ser liquidada.

Ensino “lastimável”

Guilherme Silva, o presidente do sindicato dos professores, diz que a situação do ensino em Angola é “lastimável” e defende políticas de formação de quadros sobretudo para os professores do ensino primário.

Sindicato diz que situação do ensino em Angola é "lastimável"  (DW)
Sindicato diz que situação do ensino em Angola é “lastimável” (DW)

O sindicalista avisa que o SINPROF continuará a debater-se na defesa dos seus associados , apesar de muitas vezes serem conotados com partidos da oposição.

“Nós não somos apenas um sindicato com carácter reivindicativo, mas também com carácter participativo dando formações aos nossos sindicalistas”, sublinha.

“Somos um sindicato filiado à Internacional da Educação, somos membros de pleno direito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da Organização de Professores da África Austral (SATU). Ainda somos vistos como adversários, mas não há necessidade de sermos rotulados com partidos políticos da oposição”. (DW)

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