“Ficar entre as 16 melhores do mundo é digno” – Odete Tavares

Odeth Tavares, ex-capitã da Selecção de Andebol (Foto: Antonio Escrivão)

A antiga capitã Odete Tavares considera que ao classificar-se entre as 16 melhores selecções do mundo, a equipa nacional feminina de andebol já dignificou Angola, mas segunda-feira, diante de Montenegro, para os oitavos-de-final, “é possível fazer mais”.

Em declarações sábado à Angop, à margem da reunião do Conselho de Ministros da Região V da União Africana, realizada em Luanda, a antiga guarda-redes do 1º de Agosto disse que cada integrante do conjunto deu o melhor para alcançar tal objectivo Federativo.

Para o jogo das 20h45 de segunda-feira com as montenegrinas, referiu que será difícil, sendo necessário serem guerreiras na defesa e cautelosas no ataque para contrariar o favoritismo da adversária, forte fisicamente.

A também presidente da Associação Mulher e Desporto (AMUD) apontou como antídoto jogar o andebol de sempre, ou seja, aproveitar no ataque jogadoras super-rápidas como Natália Bernardo e Luisa Kiala.

“Para tentarmos ultrapassar Montenegro vamos fazer conforme fazíamos antes. Não temos essa condição robusta delas, mas devemos aproveitar jogar com as nossas armas no ataque já que temos jogadoras super-rápidas como a Natália e Luísa”, frisou a antiga guarda-redes do combinado nacional .

Alertou para a realização de um jogo característico do andebol nacional pautado pela dinâmica agressiva que sempre marcou a diferença nos campeonatos do mundo, sem procurar inventar nada e sem tentar fazer o jogo igual a de Montenegro, porque será mais complicado.

A responsável desportiva que já defrontou Montenegro numa das edições do Campeonato do Mundo, disputado no Brasil (derrota 25-30), reiterou o alerta da compleição física das contrárias, sendo que um resultado positivo passa pela entrega e concentração das atletas e da equipa técnica.

Nomeada pela Federação para madrinha dos hendeca-campeãs africanas, a benguelense diz notar que a defesa, a determinados momentos, apresenta-se compacta, mas a falta de comunicação acaba por atrapalhar o processo, tornando tudo mais difícil.

“A comunicação que me refiro não é entre as atletas e treinadores e sim a relação entre as atletas no campo fundamentalmente nos momentos menos bons. Devemos jogar no ataque procurando rematar na linha dos nove metros ou dentro dela onde Angola tem maior eficácia de golos”, acrescentou.

Desaconselhou a realização de ataques de 20 ou 30 segundos por serem mais desgastantes, além da possibilidade de ocorrer um golo de contra-ataque.

Referiu que Angola tem realizado com pouca frequência o contra-ataque directo (a guarda-redes em posse da bola municia rapidamente o ataque) pelo que a opção passa pelo contra-ataque apoiado.

No histórico das duas selecções contam-se dois confrontos com resultados desfavorável para as campeãs africanas, designadamente dia 6 de Dezembro de 2011 (28-36) e a 1 de Agosto de 2012 (25-30). (ANGOP)

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