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Fed sobe juros pela primeira vez em quase uma década
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Fed sobe juros pela primeira vez em quase uma década

A instituição liderada por Janet Yellen aprovou a subida dos juros nos EUA. A taxa de referência passa agora para entre 0,25% e 0,5%, depois de ter estado sete anos no actual mínimo histórico.

A Reserva Federal dos EUA (Fed) anunciou esta quarta-feira, 16 de Dezembro, uma subida da taxa de juro de referência. Passa do intervalo entre 0% e 0,25% para 0,25% e 0,5%. A decisão já era largamente aguardada pelos investidores e marca a primeira subida dos juros nos EUA em quase uma década.

A 29 de Junho de 2006, a Fed subiu os juros de 5,00% para 5,25%. Ben Bernanke acabara de se estrear como presidente da instituição monetária e, 15 meses depois, anunciava um corte para 4,75%. Desde então, foi sempre a descer até ao actual mínimo histórico, imposto em Dezembro de 2008. A crise financeira acabava de explodir. A economia mundial afundou de tal forma que a taxa de juro manteve-se nesse nível durante sete anos depois.

Mas agora o Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla anglo-saxónica) decidiu de forma unânime pôr um ponto final na última grande medida expansionista que ainda subsiste do tempo da crise financeira. A taxa de juro de referência passa agora a fixar-se entre 0,25% e 0,5%. Esta era já a expectativa de 72 dos 73 economistas inquiridos pela Bloomberg.

“O Comité considera que tem havido uma melhoria considerável nas condições do mercado laboral este ano”, revela o comunicado da Fed, divulgado após a reunião que terminou esta quarta-feira. Os responsáveis pela política monetária nos EUA estão também “razoavelmente confiantes que a inflação irá subir, ao longo do médio prazo, para o seu objectivo de 2%”.

Apesar desta subida da taxa de juro, o FOMC aponta que “a orientação da política monetária continua acomodatícia”, pelo que irá impulsionar “mais melhorias nas condições do mercado laboral e o regresso da inflação para 2%”. Já em relação a futuras revisões à taxa de juro, o banco central relembra que a inflação está muito baixa. Por isso, “o Comité prevê que as condições económicas evoluirão de uma forma que irá requerer apenas subidas graduais da taxa de juro de referência”.

“A taxa de juro deverá manter-se, por algum tempo, abaixo dos níveis que são esperados para o longo prazo”, revela ainda o comunicado. Mas os responsáveis deixam a porta aberta a subidas mais rápidas dos juros, caso os dados económicos evoluam melhor do que o previsto. (jornaldenegocios)

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