Estímulos aos funcionários das regiões de difícil acesso

Roberto Victor de Almeida, vice-Presidente do MPLA (Foto: Tarcísio Vilela/Arq)

Os delegados ao Primeiro Encontro Nacional de Quadros do MPLA recomendaram a realização de um estudo para a criação de estímulos à mobilidade dos funcionários públicos fora das sedes municipais, zonas peri-urbanas e áreas recônditas do país.

Reunidos durante dois dias no Centro de Conferências de Belas, em Luanda, os militantes do partido recomendam a realização de outros estudos sobre o perfil remuneratório na função pública e sobre mecanismos mais simplificados que assegurem a mudança de carreira após a obtenção do grau de licenciado e a certificação do mérito profissional, desempenho técnico e das qualidades humanas.
No âmbito da estratégia do MPLA sobre a política de quadros, os participantes consideram necessário proceder ao seu ajustamento, melhorar a capacidade de organização e gestão dos quadros a todos os níveis e a articulação entre os subsistemas de ensino, como forma de melhorar a sua qualidade.
Os militantes do MPLA pedem que se preste especial atenção ao planeamento da formação de quadros, por forma a assegurar a sua empregabilidade e se continue a formar quadros de excelência com recurso à oferta formativa externa.
De igual modo, defendem a elevação do estatuto do professor, valorização da carreira docente em todos os níveis do sistema de educação, e o reforço da educação moral, cívica e patriótica no sistema de educação. Para incentivar uma maior participação dos quadros na execução do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), os delegados querem a melhoria do ambiente de negócios para atrair o investimento privado nacional e estrangeiro e a adopção de medidas que visem a aceleração da diversificação da economia nacional.
A iniciativa de realização do Primeiro Encontro Nacional de Quadros foi aplaudida pelos participantes, tendo sugerido a sua realização periódica. Durante o evento, os delegados também elaboraram uma moção de apoio, “sem reservas”, ao líder do partido, José Eduardo dos Santos, pelo espírito militante e empenho na condução dos destinos do partido e da nação.
O vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida, no seu discurso de encerramento, destacou o facto de o evento coincidir com a comemoração do 59º aniversário do partido. Para Roberto de Almeida, a data deve servir para aumentar o ânimo dos militantes, a fim de continuarem a lutar pela conquista dos objectivos do partido, aperfeiçoamento do trabalho e pela dignidade do povo angolano.
O político do MPLA agradeceu o empenho do líder do partido na luta de libertação e reconstrução nacional, e reconciliação dos angolanos, independentemente da raça, religião e do nível social. “Estamos gratos por termos um líder à altura do nosso povo e por termos a oportunidade de colaborar com ele na tarefa gigantesca, que é reerguer o povo angolano onde outras forças nos atiraram”, disse Roberto de Almeida.
O Primeiro Encontro Nacional de Quadros do MPLA teve como objectivo promover uma reflexão sobre a política de quadros no contexto actual de desenvolvimento do país. Cerca de 1.600 militantes provenientes de todo o país e do estrangeiro participaram no evento.

Partido agradece aos angolanos

O MPLA mantém-se determinado numa governação eficiente e um Estado forte, democrático e moderno, com um elevado nível de desenvolvimento científico e técnico-cultural, inserido na economia regional e mundial. Esta afirmação consta de uma declaração do bureau político do partido, sobre o seu 59º aniversário, comemorado ontem, na qual sublinha que o MPLA compromete-se a proporcionar ao povo angolano “os mais altos padrões de vida e de bem-estar social, não obstante as adversidades que têm surgido nesta heróica caminhada”.
Neste contexto, sublinha o documento, como referiu o Presidente José Eduardo dos Santos, “a vida tem demonstrado que o MPLA é, de facto, o principal impulsionador do processo democrático em curso no nosso país e das campanhas para a organização da sociedade civil e a sua participação construtiva na resolução dos problemas do povo, bem como para a afirmação de Angola como Nação unida e soberana, que almeja a prosperidade para todos”.
O documento sustenta que, no plano material, o MPLA, que recebeu o mandato do povo para governar, levou a cabo o processo de reconstrução nacional pós-conflito e lançou as bases seguras para promover o desenvolvimento económico e social e o bem-estar das populações, adoptando uma nova postura de readequação do relacionamento internacional à nova realidade, em particular com o crescente potencial dos países emergentes e em vias de desenvolvimento.
Após 59 anos da sua fundação e 13 anos depois da conquista da paz definitiva em Angola, o MPLA continua empenhado na construção de um projecto nacional abrangente, que enalteça o orgulho nacional e a auto-estima dos angolanos e que transforme Angola num país próspero, em que seja erradicada a fome e a pobreza. O bureau político saúda todo o povo angolano, de Cabinda ao Cunene e no exterior do país, exortando-o a manter aceso o facho, para fazer de Angola uma verdadeira Pátria de trabalhadores, onde cada um continue a contribuir para o seu desenvolvimento multifacetado.
Na declaração, o MPLA recorda que no dia 10 de Dezembro de 1956, um grupo de patriotas angolanos deu a conhecer ao Mundo o Manifesto do amplo Movimento Popular de Libertação de Angola, no qual apelava, às várias correntes políticas existentes na época, para a sua aglutinação na luta contra a ocupação colonial portuguesa. Essa luta, adianta o documento, só terminou após uma árdua Epopeia de Libertação Nacional, que culminou em 11 de Novembro de 1975, com a proclamação da Independência do país.
As comemorações do 59º aniversário da fundação do MPLA coincidem com a realização do 1º Encontro Nacional de Quadros do Partido, com o propósito de aprofundar a reflexão sobre a sua política nesse sector, no actual contexto do desenvolvimento socioeconómico de Angola.
Nesta senda, o MPLA considera que o partido deve dispor de militantes dotados de competências, não só para acompanharem as inovações tecnológicas, mas, também, para realizarem um bom trabalho político-educativo junto das comunidades, contribuindo, assim, para a resolução dos múltiplos e complexos problemas económicos, sociais e culturais do país.
“O MPLA renova, em nome dos seus militantes, simpatizantes e amigos, o seu firme propósito de continuar a luta, em defesa da independência, para consolidar a paz, reforçar a democracia e preservar a unidade e coesão nacional”, lê-se no documento, ao mesmo tempo em que preconiza garantir os pressupostos básicos necessários ao desenvolvimento, melhorar a qualidade de vida dos angolanos, para elevar a inserção da juventude na vida activa, apoiar o empresariado nacional e reforçar a inserção competitiva de Angola no contexto internacional. (Jornal de Angola)

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