Estado Islâmico. Portugal estuda três teatros de operações, que não a Síria

Fuzileiros britânicos no rio Sado - Setúbal (NATO)

O ministro da Defesa Azeredo Lopes assume participação militar portuguesa em três teatros de operações, a pedido da França.

O ministro Defesa, Azeredo Lopes, adiantou que há conversações com a França para a participação militar portuguesa em três teatros de operações e que nenhum deles é a Síria.

A colaboração de Portugal pode implicar o envolvimento de meios humanos e materiais das Forças Armadas nacionais noutras zonas geográficas que não na Síria, havendo “três hipóteses principais” em equação, as quais se escusou a revelar, uma vez que o assunto está ainda em fase de negociação.

“Não lhe vou dizer quais são as três opções principais que temos perante nós, [mas] o teatro de operações envolvido não diz diretamente respeito à Síria”, referiu o ministro, no fim da sessão solene de abertura do ano académico do Instituto da Defesa Nacional, em Lisboa.

Azeredo Lopes assume que a participação de Portugal implicará o envolvimento de meios humanos e materiais das Forças Armadas Portuguesas.

“Se há um pedido, é evidente que pode envolver algo em concreto. É ainda cedo, até porque essa [decisão] sim, tem uma dimensão política e uma dimensão técnica que resultará, por um lado, das negociações bilaterais entre o Estado português e o Estado francês, e por outro lado, da decisão política que venha a ser tomada pelo Governo. Ainda é cedo para estar a antecipar quaisquer cenários”, sublinhou o ministro da Defesa.

O pedido da França surge após os atentados terroristas de 13 de novembro, em Paris, ao abrigo da cláusula de defesa mútua, consagrada no Tratado de Lisboa, segundo a qual um Estado-membro pode pedir ajuda para fazer face a uma agressão no seu território, sendo que os outros prestam o auxílio possível.

Segundo o ministro da Defesa, França pediu a Portugal “um conjunto de equipamentos, que estão a ser ponderados”, para outros teatros de operações, que não a Síria.

Em relação à Síria, o governante assegurou que, até ao momento, não chegou nenhum pedido formal para a participação do nosso país no combate ao Daesh naquele país.

“Não está formalmente tomada qualquer decisão, até porque não há nenhum pedido formal de intervenção ou de participação direta ou indireta na Síria. Está, isso sim, como constante da nossa política externa e como é compreensível a circunstância de o Estado português, através do seu Governo, cooperar em tudo o que forem as suas capacidades no combate àquela que, infelizmente, será hoje uma das principais ameaças com que nos defrontamos, o terrorismo transnacional”, frisou Azeredo Lopes.

Os atentados de Paris provocaram pelo menos 129 mortos e foram reivindicados pelo Daesh. (OBSERVADOR)

por Lusa

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA