EPAL vai instalar mais de 800 mil contadores pré-pagos

João Baptista Borges - Ministro da Energia e Águas (Foto: F. Miúdo)

A província de Luanda contará a partir de 2016 com cerca de 850 mil contadores pré-pagos de água, a serem instalados pela Empresa Pública de Agua de Luanda (EPAL).

O anúncio foi feito nesta quinta-feira, na capital do país, pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, no final da reunião Ordinária Conjunta da Comissão Económica e da Comissão para a Economia Real do Conselho de Ministros, orientada pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

O encontro apreciou um documento ligado ao projecto de estabelecimento de uma fábrica de contadores de água (pré-pago), da Empresa Pública de Agua de Luanda.

João Baptista Borges explicou à imprensa que a fábrica será uma oportunidade de investimento que decorrerá da execução deste programa, com duração de 4 anos.

O mesmo, explicou, inicia-se em 2016 e deverá ser implementado até 2020.

Precisou que este projecto trará melhoria no processo de arrecadação das receitas comerciais da EPAL, por via do aumento das cobranças e da redução das suas perdas comerciais, que actualmente são de cerca de 44 porcento.

Estas perdas comprometem em grande medida a sustentabilidade da própria empresa.

Segundo o ministro, para os clientes da EPAL este método será bastante benéfico, pelo facto de estes poderem pagar os seus consumos de água em função do que realmente consomem, dispensando desta forma as facturas emitidas mensalmente e outros constrangimentos.

Acrescentou que o projecto vem articulado a outras iniciativas, nomeadamente a de investimento no aumento do abastecimento de água, não só a projectos em curso que concorrerem para o aumento da capacidade do produto a Luanda.

João Baptista Borges salientou que o sucesso desse programa depende muito da quantidade da água adicional que a EPAL vai injectar no sistema e também da capacidade de disponibilidade que o mercado bancário poder financiar o mesmo projecto, uma vez que a sua instituição vai recorrer à banca para financiar e o estado será simplesmente o fiador.

Considerou necessário o programa, porque a água distribuída tem de ter a sua contrapartida em termos económicos. (ANGOP)

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