Economia brasileira recua 1,7% no terceiro trimestre

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Esta é a terceira queda trimestral consecutiva do PIB, a mais longa sequência desde 1990, quando ex-presidente Collor confiscou as cadernetas de poupança. Acumulado de janeiro a setembro mostra retração de 3,2%.

A economia brasileira registrou uma retração de 1,7% no terceiro trimestre deste ano em comparação com o segundo trimestre, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira (01/12). O acumulado de janeiro a setembro mostra uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,2%.

Esta é a terceira queda trimestral consecutiva do Produto Interno Bruto (PIB), a mais longa sequência desde 1990, quando o ex-presidente Fernando Collor confiscou a poupança da população. A queda também prolonga a recessão econômica no país.

Em comparação ao terceiro trimestre do ano anterior, o PIB recuou 4,5% em 2015, a maior queda desde o início da série histórica o IBGE, iniciada em 1996. No acumulado em quatro trimestres, o PIB teve uma retração de 2,5%.

A nova queda do PIB é mais uma péssima notícia para o país. A desaceleração da economia em 2015 vem acompanhada de uma piora no mercado de trabalho, o que agrava a crise. No trimestre encerrado em agosto, a taxa de desemprego no país foi de 8,7% – sendo que era de 6,9% no mesmo período de 2014 e de 8,1% de março a maio.

Queda nos três setores econômicos

Em comparação aos trimestre anterior, os três setores da economia tiveram retração: agropecuária (-2,4%), indústria (-1,3%) e serviços (-1%). Na indústria, a maior queda se deu na indústria de transformação (-3,1%).

Nos serviços, administração, saúde e educação pública (0,8%) e intermediação financeira e seguros (0,3%) tiveram resultados positivos. As outras atividades sofreram retração: comércio (-2,4%) e outros serviços (-1,8%).

O consumo das famílias (-1,5%) caiu pelo terceiro trimestre seguido, enquanto do governo cresceu 0,3% em relação ao trimestre anterior. A taxa de investimento no terceiro trimestre de 2015 foi de 18,1% do PIB, inferior à do mesmo período de 2014 (20,2%). (dw.de)

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