Demissão de Governo na Guiné-Conakry

Alpha Condé (Getty Images)

O chefe de Estado conakry-guineense, Alpha Condé, novamente reeleito para um segundo mandato de cinco anos, aceitou quarta-feira a demissão do seu primeiro-ministro, Mohamed Said Fofana, e da sua equipa.

Fofana é o único primeiro-ministro que dirigiu o Governo desde a eleição de Condé, em 2010, na magistratura suprema, do candidato da Coligação do Povo da Guiné-Conakry (RPG, Arco-Íris).

Ele revelou à imprensa ter vivido múltiplas dificuldades, nomeadamente, desde a declaração em 2013 da epidemia da febre hemorrágica do Ébola, mas que foram ultrapassadas, segundo ele, graças à determinação de todos.

Fofana afirmou estar feliz por ter beneficiado durante cinco anos da confiança do Presidente Condé com quem, acrescentou, passaram em revista as conquistas do quinquénio e abordaram as novas obras do segundo mandato.

“Apenas fiz respeitar uma tradição republicana que estipula que quando um Presidente reeleito, o seu Governo deve demitir-se. É o que acabo de fazer”, declarou.

Reeleito com 57,89 na primeira volta das eleições presidenciais de 11 de outubro último, o Presidente Condé foi instalado segunda-feira nas suas funções pelo presidente do Conselho Constitucional, Kélefa Sall, no Palácio Sekhoutoureya (do nome do primeiro Presidente guineense, defundo Ahmed Sékou Touré) no centro da cidade, no distrito de Kaloum, um dos cinco da capital.

Segundo fontes bem informadas, o nome do próximo chefe de Governo será conhecido antes do fim de semana próximo. (PANA)

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