Criado ambiente para emissão e investimento em título de dívida corporativa

Secretária de Estado das Finanças, Valentina Filipe (Foto: Alberto julião)

A Comissão do Mercado de Capitais, entidade promotora e reguladora dos mercados de valores mobiliários, e a Bodiva – sociedade gestora dos mercados regulamentados, colocaram hoje à disposição de todos interessados o ambiente de negócios que torna possível a emissão e o investimento em títulos de dívida corporativa.

O anúncio foi feito pela Secretaria de Estado das Finanças, Valentina Filipe, quando discursava na abertura do seminário sob o tema” Mercado de Dívida Corporativa”.

De acordo com Valentina Filipe, que citou uma frase do Presidente da República no seu discurso, “ o mercado de capitais é identificado como um importante instrumento para promover o sector empresarial, devendo nos próximos anos constituir-se numa fonte adicional de financiamento á economia”.

“ É assim que podemos resumir esta sessão de trabalho”, disse a responsável ao presidir a abertura do evento em representação do ministro das Finanças, Armando Manuel.

Referiu também que a visão estratégica do mercado de capitais não nasceu com a crise e não decorre da queda persistente dos preços do petróleo nos mercados internacionais.

Justificou que o mercado de capitais é resultado de um intenso labor, entre o poder Executivo e Legislativo, as autoridades reguladoras do sistema financeiro e todas as entidades tuteladas pelo Ministério das Finanças.

Nesta senda, destacou a publicação neste ano da nova Lei das Instituições Financeiras e do Código de Valores Mobiliários, como corolário da reforma do sistema jurídico-financeiro, facto que se torna determinante para a existência e pleno funcionamento do mercado de capitais.

A secretária de Estado das Finanças, aludiu que, depois de cerca de um ano ter sido inaugurado o Mercado Secundário de Divida Pública, o Mercado de Obrigações é agora o segundo segmento do mercado de capitais de que os agentes económicos passam a dispor.

“É através do mercado de capitais que a poupança é captada e canalizada das formas mais eficiente para o financiamento das empresas, seja através de instrumentos de capital ou de instrumentos de divida, que os mercados de valores colocam ao serviço da economia soluções de financiamento que não envolvem directamente os balanços dos bancos comerciais. (ANGOP)

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