COP21: Acordo final adiado para sábado (vídeo)

(EURONEWS)

O prazo para um acordo que evite um aquecimento global irreversível termina esta sexta-feira em Paris, mas o entendimento final só deverá ser alcançado no sábado, segundo anunciou esta manhã o ministro dos Negócios Estrangeiro francês, Laurent Fabius.

As negociações prosseguiam esta noite, com um novo projeto de entendimento em cima da mesa que reafirma o objetivo de evitar uma subida das temperaturas acima dos 2 graus centígrados, mas ainda sem um entendimento sobre as contrapartidas financeiras para os países mais pobres.

O responsável da diplomacia francesa e presidente da cimeira, Laurent Fabius, mostrava-se otimista ao início da noite, antes de anunciar o adiamento do acordo para sábado:

“Nós queremos um acordo e estamos próximo do objetivo, temos que mostrar-nos responsáveis de forma a obter um terreno de entendimento nas próximas horas. Em resumo, chegou a hora de concluir este acordo”.

Entre os avanços do novo texto encontra-se o princípio de que cada estado deverá rever em alta os objetivos de redução de gases poluentes, a cada cinco anos.

Para a responsável de uma ONG francesa – Reseau Action Climat – Alix Mazounie:

“Penso que a estratégia deste novo documento é a de obrigar os estados a abrirem o jogo. São obrigados agora a dizerem de forma clara se querem ser responsáveis de um fracasso em Paris, se querem rejeitar um parágrafo que representa um verdadeiro compromisso. Penso que isto vai obrigar os estados a sair da sua posição e a entrar no cerne do debate”.

A proposta de acordo em cima da mesa mantém ainda em aberto os objetivos de redução das temperaturas entre 1,5 graus centígrados e 2 graus centígrados (temperatura considerada já de efeitos irreversíveis para grande parte dos estados mais afetados pelas mudanças climáticas).

O documento prevê a chamada “diferenciação” entre o esforço dos países mais desenvolvidos e aquele das nações emergentes ou em vias de desenvolvimento, sem, no entanto, concluir a questão das contrapartidas financeiras anuais a partir de 2020 (cerca de 100 mil milhões de dólares, um valor que os países pobres queriam ver aumentado gradualmente).

Os representantes de 195 estados esperam poder chegar a um acordo até ao encerramento da cimeira previsto para as 18h00 locais, esta sexta-feira. (EURONEWS)

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