Cinfotec considera 2015 ano mais produtivo, apesar da crise económica

(Foto: D.R.)

Dos cerca de 2.537 formandos matriculados para a frequência dos cursos tecnológicos do Cinfotec, 2.234 terminaram com êxito a formação.

Estes dados foram revelados pelo director da instituição, Gilberto Figueira, durante a conferência de imprensa de balanço do ano formativo de 2015

Segundo o director do Centro Integrado de Formação Tecnológica (Cinfotec), Gilberto Figueira, ao contrário do que se receava em função da crise que o país viveu durante este ano, esta é a primeira vez que o instituto atinge um número de formandos superior a dois mil.

Gilberto Figueira entende que, quer as empresas, quer os jovens estão conscientes de que, se não investirem na sua capacitação, estarão a criar mais dificuldades, tanto para ultrapassar a crise económica, como para melhorar a competitividade.

E adiantou ainda que a aposta na formação confere ferramentas para melhorar o desenvolvimento: “Se, a nível da globalização, queremos de facto ter profissionais e empresas angolanas competitivas, não há outra solução se não investirmos na formação dos angolanos”, disse, acrescentando que o facto de as empresas angolanas olharem mais para o mercado nacional, está a permitir que a sua instituição consiga firmar-se, dando formação que “não fica nada a dever à formação do exterior”.

O director sublinhou também que a estratégia do centro está virada para a consolidação e elevação da qualidade dos cursos, prevendo que, em 2017, venha a ser a melhor instituição de formação a nível do país.

Parcerias

O Cinfotec tem parcerias firmadas com várias instituições, como a Faculdade de Engenharia da UAN, o Curso de Engenharia Mecânica da Universidade Privada de Angola, o projecto diamantífero Catota, a Petromar, a Sometim, a Embaixada dos Estados Unidos, a base Sonils, a Associação Angolana de Manutenção e Gestão de Activos e a TV Zimbo, entre outras.

De acordo com Gilberto Figueira, os acordos de parceria que se têm vindo a firmar visam, entre outros objectivos, proporcionar estágios aos formandos do centro e acrescentou que são muitas as instituições que têm recorrido ao Cinfotec para preencher as vagas com os formandos deste centro.

Cursos

O centro ministra vários cursos nas áreas de TIC, Mecânica e Produção, Metrologia e Electricidade Mecatrónica e, em Março deste ano, introduziu cinco novos cursos, nomeadamente os de Electricidade Auto, Frio Comercial e Industrial, Inglês Técnico, Segurança no Trabalho para Empresas e Empreendedorismo.

Para o próximo ano, Gilberto Figueira garantiu que a instituição vai introduzir os cursos de Mecatrónica Automóvel, Roteadores e Voip, Manutenção.

O Cinfotec

tem parcerias firmadas com várias instituições, como a Faculdade de Engenharia da UAN,  de Equipamentos de Uso Hoteleiro, Instrumentação Industrial, Controle de Processo e Serralharia Mecânica.

Segundo o director do Cinfotec, os cursos mais ministrados no ano formativo de 2015 foram os de Electricidade Básica, Redes de Computadores, Automação Industrial, Soldadura por Eléctrodo Revestido, Mecânica Automóvel Diesel, Higiene e Segurança no Trabalho, Controlo de Qualidade, Hidráulica e Pneumática e Manutenção de Equipamentos.

Projectos

Para o próximo ano, a instituição pretende renovar e alargar acordos de parcerias com várias empresas, entre petrolíferas e diamantíferas, como a base Sonils, a Catoca e a Anglobal, e com com as universidades Mandume Ya Ndemofayo, Óscar Ribas e Técnica de Angola.

O alargamento da bolsa de formadores externos é igualmente um objectivo que a Cinfotec pretende alcançar no próximo ano, tendo Gilberto Figueira referido que “não temos limites. Se ultrapassarmos os 100 formadores externos será uma mais-valia, pois abrimos recentemente o terceiro turno que, com os 68 que a instituição possui, entre efectivos e externos, não é suficiente”.

A abertura de um Cinfotec Rangel, Huambo, Benguela, Huíla e Saurimo consta igualmente dos projectos desta instituição que tem igualmente proporcionado formação às empresas sedeadas nas demais províncias, fazendo deslocar para estas regiões formadores e tecnologia. (semanarioeconomico)

Por: Manuel Camalata

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