Chefe dos shebab foi morto em bombardeio na Somália, diz Pentágono

(Foto de MOHAMED ABDIWAHAB/AFP/Arquivos)
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Um chefe dos shebab e outros dois membros deste grupo vinculado à Al-Qaeda morreram em 2 de Dezembro em um bombardeamento aéreo americano na Somália – anunciou o Pentágono nesta segunda-feira.

“Abdirahman Sandhere, também conhecido como ‘Ukash’, um líder de alto perfil dos shebab, morreu em um bombardeamento aéreo militar na Somália em 2 de Dezembro”, informou em um comunicado, Peter Cook, porta-voz do Pentágono.

“Sua eliminação do campo de batalha é um golpe significativo para os shebab e reflecte um trabalho minucioso” das forças americanas contra este grupo, seja dos “serviços de Inteligência, militares, ou policiais”, segundo o comunicado.

Os islamitas somalis shebab, afiliados à Al-Qaeda, são um movimento surgido do levante contra as tropas etíopes que entraram na Somália em 2006. Apoiada pelos Estados Unidos, a invasão tinha como objectivo derrubar a união de tribunais islâmicos que controlavam a capital, Mogadíscio.

Após serem expulsos em meados de 2011 de Mogadíscio e de seus principais bastiões no centro e no sul do país, os shebab se fragilizaram significativamente. Ainda controlam, porém, amplas zonas rurais, onde realizam ações de guerrilha e atentados contra símbolos do frágil governo somali e contra a força da União Africana (UA) na Somália (AMISOM) que o apoia.

Em outubro, o governo da Somália pediu aos combatentes shebab que se rendessem, em meio a informações de que algumas facções deste movimento haviam deslocado sua lealdade da Al-Qaeda para o grupo Estado Islâmico.

Os americanos realizam desde 2011 bombardeamentos com drones na Somália contra os shebab. (AFP)

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