Câmara Agrícola Lusófona no Seminário sobre Agro-negócio no Huambo

(Foto: D.R.)
A CAL – Câmara Agrícola Lusófona esteve, entre os dias 1 e 8 de dezembro, na sua mais
recente missão empresarial, desta vez realizada em Angola. Uma oportunidade única para o desenvolvimento de relações entre Portugal e Angola no setor do agronegócio.
Além das visitas empresariais e do workshop “Oportunidades de negócio na província do
Huambo”, o momento mais importante da missão foi o “Seminário-Contact Agronegócio em Angola”, na sede do Banco Económico, em Luanda, no dia 7, contou com a presença do seu Administrador.
Nesta iniciativa estiveram presentes várias individualidades representativas do setor do agronegócio angolano, do Ministério da Agricultura e do tecido empresarial português, entre outras entidades de relevo.
Álvaro Paixão Junior, Secretário de Estado do Comércio do Governo Angolano, encerrou o evento, considerou esta uma iniciativa “muito salutar”. “Nós precisamos, de facto, de reforçar aquilo que é a recuperação de laços entre empresários angolanos e portugueses”,
acrescentou. Sublinhou, ainda, que Angola “é um mercado muito atrativo”. “Estamos a trabalhar, cada vez mais, em melhores condições para aprimorar aquilo que é o ambiente de negócios”, ressalvou.
Para o Presidente da Câmara Agrícola Lusófona, Jorge Correia Santos, no setor do agronegócio “tem que haver uma estratégia inclusiva, fundamental para o desenvolvimento de cada país, e que começa pela inclusão da população local”.
“Angola é uma excelente aposta, na medida em, que temos todos os recursos para termos uma agroindústria de sucesso”, evidenciou José Severino, presidente da Associação Industrial de Angola, parceira no evento. O responsável empresarial salientou ainda o trabalho desenvolvido pela associação portuguesa: “A CAL é para nós um incentivo, um encorajamento”.
Lopes Paulo, consultor económico do Ministério do Comércio e Presidente da APIEX, explicou que esta iniciativa “se enquadra perfeitamente no momento, quer político, quer económico, que Angola atravessa. Um momento de alta necessidade de diversificação da economia e de parcerias de investimento entre angolanos e empresários de outros países”.
Já Luís Moura, delegado da AICEP em Angola, destacou a importância destas missões empresariais: “Permitem um contacto direto com a realidade do mercado, conhecer interlocutores, quer sejam eles distribuidores, importadores ou eventuais parceiros”.
Para Eduardo Pinto, administrador do Banco Económico que acolheu este seminário, esta iniciativa “tem um grande mérito”. “Angola realmente necessita de investidores estrangeiros e de “know-how” para o desenvolvimento local”, frisou.
O “Seminário-Contact Agronegócio em Angola” decorreu durante a manhã do dia 7 de dezembro e contou, ainda, com outras personalidades do setor do agronegócio, entre elas se destaca a Direcção nacional de comércio rural e empreendedorismo, Dr. Odílio Fernandes. (cal)

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