Angola ultrapassa Nigéria no nível de petróleo bruto

(DR)

Angola ultrapassou em Novembro a Nigéria na produção de petróleo, revela o relatório de Dezembro da OPEP divulgado sexta-feira em Viena. O documento afirma que Angola produziu em Novembro 1,722 milhões de barris diários, menos 40 mil por dia que a média de Outubro.

A Nigéria baixou a produção diária em 205 mil barris, passando para 1,607 milhões por dia.

A quebra mensal na produção diária nigeriana de Novembro em relação a Outubro foi a mais elevada entre os países membros da OPEP seguida da Arábia Saudita, o maior produtor do cartel de exportadores, com menos 90 mil barris.

O relatório sublinha que se a produção tiver por base fontes secundárias, Angola produziu diariamente em Novembro 1,722 milhões de barrisde petróleo, enquanto a Nigéria extraiu 1,925 milhões de barris por dia, menos 25 mil barris do que em Outubro.

Angola, à semelhança de outros países produtores de petróleo, tem sido penalizada pela quebra dos preços mundiais do barril, cujas principais variedades, Brent e West Texas Intermediate, é cotado a menos de 40 dólares o barril, os valores mais baixos desde 2009.

O relatório da OPEP mostra que o Iraque liderou a produção de crude, “que ultrapassou em muito a ligeira redução verificada na produção saudita” e que a extracção de Novembro atingiu 31,7 milhões de barris diários. A manutenção do nível de produção confirma a estratégia do grupo de afastar os concorrentes que praticam os preços mais elevados, Estados Unidos e a Rússia.

A OPEP, na reunião de 4 de Dezembro em Viena, decidiu um novo tecto de produção, que passou de 30 para 31,5 milhões barris diários.

A decisão provocou uma queda nos preços do crude, que imediatamente a seguir ao anúncio foram negociados no mercado de Nova Iorque abaixo dos 40 dólares o barril. O cartel estabeleceu a quota no volume actual de produção, uma vez que o tecto actual tem sido excedido pelos membros. Há um ano, a OPEP decidiu manter a produção em 30 milhões de barris diários, quando o mercado revelava a necessidade de um corte devido ao excesso de oferta mundial.

A agência especializada Bloomberg noticiou que os 31,5 milhões de barris diários não incluíam a produção da Indonésia, que regressou à organização após a ter abandonado há sete anos. A agência realça que a organização, que tem prevaricado sucessivamente em relação à sua quota, já há muito que produz acima do estabelecido.

Dados da Bloomberg referem que a OPEP produziu nos últimos 18 meses acima da meta colectiva de 30 milhões de barris diários (estimando-se em 31,5 milhões).

A Arábia Saudita, maior produtor da OPEP, que continua a ser contra um corte e decidiu manter o tecto de produção no começo de Dezembro, promete fazê-lo se os produtores de fora do cartel o fizerem. (Jornaldeangola)

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