Angola perspectiva contribuir para prevenção e resolução de conflitos no mundo

Georges Rebelo Pinto Chikoti - Ministro das Relações Exteriores (Foto: Rosário dos Santos)

Angola perspectiva durante a presidência do Conselho de Segurança das Nações Unidas em Março de 2016 contribuir para a promoção de uma agenda internacional de prevenção e resolução de conflitos no mundo, tendo em conta a experiência nacional e a liderança do Chefe de Estado, particularmente no actual contexto em que preside à Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos.

Este pronunciamento é do ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, quando discursava na abertura da VII Reunião anual de embaixadores, que decorre em Luanda, sob o lema “ 40 anos de diplomacia, afirmação, continuidade e visão estratégica”.

De acordo com o governante, Angola depois de assumir o seu mandato como membro não permanente do Conselho de Segurança, a 1 de Janeiro de 2015, centrou as suas iniciativas e esforços diplomáticos, fundamentalmente em questões prioritárias que possam concorrer para os objectivos nacionais e regionais e resultar numa contribuição relevante para uma agenda africana de paz, segurança, estabilidade e desenvolvimento na África Central e no conjunto da Região dos Grandes Lagos.

Mencionou que as situações de conflito que assolam países como Líbia, Síria e o Iraque continuam a provocar um cortejo de miséria e de sofrimento que repugna a consciência humana, reflectido no fluxo migratório das populações que procuram refúgio na Europa em condições que desafiam a morte e o desespero.

Realçou que estas situações resultam das ingerências externas que se revelaram desastrosas, quer com tentativas ou mudanças de regime, quer com a imposição de uma aparente democracia de fins inconfessos e, por isso, estranha aos verdadeiros anseios e interesses das nações e dos povos visados.

Neste contexto, Georges Chikoti realçou que Angola considera que a fragilidade explorada ou a fragilização deliberada de um Estado, sob qualquer pretexto político ou diplomático, constitui uma ameaça à segurança internacional, uma vez que representa uma oportunidade e um terreno fértil para que grupos terroristas desenvolvam as suas actividades criminosas de recrutamento e de treino para intervenções a nível mundial.

Disse que Angola defende que os conflitos decorrentes de violações graves em que se verifica um aumento das suas acções deve merecer uma resposta enérgica no quadro do multilateralismo, por ser um dos grandes desafios à segurança dos estados nos dias actuais.

Ainda no seu discurso, Georges Chikoti frisou que a conjuntura económica e financeira que o país vive actualmente, aliada a um mundo em profundas, complexas e constantes mutações, impõem a necessidade de se adaptar a acção diplomática para torná-la cada vez mais consentânea, eficaz e interventiva na defesa dos interesses do Estado angolano e na promoção da paz e do progresso em África e no mundo.

“Devemos ser comedidos nas despesas inerentes à nossa actividade diplomática e consular, por outro lado, vamos continuar a priorizar investimentos no reforço das competências e capacidades profissionais dos diplomatas”, pontualizou.

Participam no encontro 59 embaixadores acreditados em diversos países dos continentes africano, europeu, asiática, latino- americano e América do Norte, assim como de organismos internacionais.

Antes da sessão de abertura procedeu-se ao descerramento de placas no Salão nobre Ministro Paulo Teixeira Jorge, Anfiteatro Ministro Afonso Van-Dúnem M’binda, Restaurante Ministro Pedro de Castro Van-Dúnem “Loy” e Instituto Superior de Relações Internacionais Ministro Venâncio de Moura, feito por familiares dessas personalidades homenageadas.

Durante os três dias, os diplomatas vão analisar temas que têm a ver com o estado das relações político-diplomáticas, cooperação, constrangimentos e perspectivas, bem como questões políticas de África, Médio Oriente, América, Europa, Ásia e Oceânia.

Constam ainda da agenda do evento discussões sobre a presença de Angola no Conselho de Segurança: Engajamento e perspectiva, de sua presidência, as implicações dos conflitos no Médio Oriente, propostas de redistribuição geográfica das Missões Diplomáticas, redes sociais e suas ameaças, assim como os riscos do terrorismo em Angola.

Além das 55 embaixadas em diferentes países, Angola conta com um representante permanente junto dos Escritórios da ONU em Genebra, Suíça, um representante permanente junto da Sede da ONU, em Nova York, um representante junto da UNESCO, em Paris, e um representante junto da CPLP, em Lisboa. (ANGOP)

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