Angola compra material de segurança marítima por 122 milhões de euros

(Finmeccanica)

Angola vai comprar a empresas do grupo italiano Finmeccanica, por 122 milhões de euros, equipamento para segurança marítima, como telecomunicações, radares e dois barcos patrulha, segundo despacho presidencial a que a Lusa teve hoje acesso.

De acordo com o documento, assinado pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, e com data de 23 de Dezembro, o primeiro contrato visa a compra “de equipamentos, peças sobressalentes e para prestação de serviço de instalação e formação” de forma a equipar um centro nacional e três centros regionais de coordenação marítima.

Envolve ainda a instalação, pela mesma empresa Selex (do grupo italiano Finmeccanica) de diversas estações radares, repetidores e meios de comunicação na costa angolana, negócio que ascende a 115 milhões de euros.

O segundo contrato autorizado neste despacho prevê a compra à Whitehead Sistemi Subacquei (também da Finmeccanica) de duas embarcações de patrulha “ultra rápidas” e respectiva formação, neste caso por 7,275 milhões de euros.

A Lusa noticiou a 16 de Outubro que o Governo angolano vai pagar cerca de 90 milhões de euros pela aquisição de seis helicópteros à construtora AgustaWestland, construtora também detida pela Finmeccanica.

A confirmação destes negócios surge depois do anúncio feito em Julho pela empresa italiana Finmeccanica, da área das indústrias de Defesa e de Segurança, que previa entregar a Angola nos próximos meses de seis helicópteros através da AgustaWestland, além de outros negócios em agenda na área da defesa.

A informação foi revelada pelo director-geral do grupo, Mauro Moretti, à margem da visita oficial de dois dias do Presidente angolano a Itália, que envolveu na altura a assinatura de vários acordos, nomeadamente económicos e financeiros.

Mauro Moretti acrescentou na altura que a multinacional italiana estava a avaliar a possibilidade de renovação de frotas angolanas, no sector da Defesa como também na área do petróleo e gás. (TPA)

por Lusa

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