Ancara mantém campanha militar contra rebeldes curdos

(EURONEWS)

Vários milhares de pessoas nas ruas de Diyarbakir, no sudeste da Turquia, contra um recolher obrigatório. Os manifestantes, entre os quais se encontravam deputados da oposição, tentavam chegar ao bairro de Sur, palco de violentos combates entre as forças de segurança turcas e rebeldes curdos mas foram impedidos de avançar por uma barreira policial que obrigou a disperar.

A polícia disparou granadas de gás lacrimogéneo e utilizou canhões de água para dispersar a multidão.

As forças de segurança turcas iniciaram há uma semana a sua maior operação dos últimos anos para expulsar jovens partidários do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) de várias cidades do sudeste do país.

Em Sur, os combates causaram na segunda-feira oito mortos nas fileiras dos rebeldes curdos, informou hoje o estado-maior turco, atualizando o balanço para 15 mortos desde o início da ofensiva.

Segundo os militares, um soldado também foi morto na segunda-feira e quatro outros ficaram feridos.

Em Cizre, na vizinha província de Sirnak, foram mortos 103 ativistas do PKK e os combates continuam pelo sétimo dia.

O Governo turco disse que militantes ligados ao ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) colocaram engenhos explosivos, cavaram valas e trincheiras naquelas áreas, acrescentando que iriam intervir no sentido de “limpar” a região de rebeldes.

Após mais de dois anos de cessar-fogo as hostilidades foram retomadas, prejudicando as conversações de paz iniciadas em 2012 para acabar com um conflito que causou mais de 40.000 mortos desde 1984. (EURONEWS)

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