Abertura dos mercados: Bolsas e euro sobem antes da decisão da Fed. Petróleo cai

(Negocios)

As bolsas europeias estão a negociar em alta, num dia em que os holofotes estão colocados sobre a Fed, que deverá anunciar a primeira subida dos juros nos Estados Unidos desde 2006. O euro segue em alta ligeira, e o petróleo em queda.

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,52% para 5.177,10 pontos

Stoxx 600 ganha 0,3% para 360,65 pontos

Nikkei valorizou 2,61% para 19.049,91 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 1,2 pontos base para 2,557%

Euro sobe 0,19% para 1,0951 dólares

Petróleo em Londres perde 1,3% para 37,95 dólares

Bolsas europeias em alta

As bolsas europeias negoceiam em alta esta quarta-feira, 16 de Dezembro, numa altura em que os investidores aguardam pela decisão da Fed sobre os juros. A expectativa é que Janet Yellen anuncie o primeiro aumento desde 2006. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganha 0,3% para 360,65 pontos.

Na bolsa nacional, o PSI-20 sobe 0,52% para 5.177,10 pontos, impulsionado sobretudo pelo grupo EDP e pelo Banif. O banco madeirense dispara 30% para 0,13 cêntimos, a EDP sobe 0,59% para 3,076 euros e a EDP Renováveis valoriza 1,27% para 6,674 euros.

Juros da dívida portuguesa aliviam antes do leilão

Os juros da dívida portuguesa estão a registar uma descida ligeira, no dia em que o IGCP volta ao mercado para um leilão de dívida de curto prazo – o último do ano – com o objectivo de financiar o Estado até mil milhões de euros com juros negativos. A ‘yield’ associada às obrigações a dez anos desce 1,2 pontos para 2,557%, acompanhando a tendência da generalidade dos países europeus.

Euro em alta ligeira à espera da Fed

A moeda única europeia está a negociar em alta ligeira face ao dólar, no dia em que termina a reunião de dois dias da Reserva Federal norte-americana. As conclusões do encontro serão apresentadas esta quarta-feira, às 19 horas de Lisboa, e a expectativa é que Janet Yellen, a presidente da Fed, anuncie a primeira subida dos juros nos Estados Unidos desde 2006. O euro ganha 0,12% para 1,0943 dólares.

Petróleo perde mais de 1%

O petróleo está a negociar em queda nos mercados internacionais, depois de o Congresso norte-americano ter aprovado a suspensão da proibição das exportações de petróleo, uma medida que os investidores consideram que poderá não ser suficiente para aliviar o excedente do mercado norte-americano.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 1,39% para 36,83 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, perde 1,22% para 37,98 dólares.

Ouro sobe pela segunda sessão

O metal precioso está a valorizar pela segunda sessão consecutiva, depois de, na segunda-feira, ter perdido 1,5% para 1,058,95 dólares por onça, o valor mais baixo desde 4 de Dezembro.

O ouro prepara-se para completar o terceiro ano consecutivo de desvalorizações, devido ao foco na subida dos juros, que retira atractividade a este metal precioso como activo de refúgio.

O ouro sobe 0,41% para 1.065,60 dólares, enquanto a prata soma 0,28% para 13,82 dólares.

Destaques do dia

Banif pede mais rapidez nas ofertas de compra. Sem antecipar o prazo final, o Banif está a pedir aos potenciais interessados que façam ofertas de compra com a maior rapidez possível. Objectivo é demonstrar, o quanto antes, a Bruxelas que é possível uma solução privada.

Portugal procura taxas negativas no último leilão do ano. O IGCP realiza, esta quarta-feira, uma emissão de dívida de curto prazo, com o objectivo de financiar o Estado até 1.000 milhões de euros.

Janet Yellen dá esta quarta-feira o primeiro passo na subida dos juros. Quase uma década depois, está tudo a postos para a Fed voltar a subir a taxa de juro de referência. Isso mesmo já reconheceu Janet Yellen. A economia recupera e os abalos externos foram mitigados. Mas a inflação ainda está longe do objectivo.

O que permite à Fed subir os juros agora? Para justificar a não subida dos juros, a Reserva Federal dos EUA recorria a vários argumentos. Mas o emprego está melhor, a inflação recupera acima do previsto, a economia cresce e a China preocupa menos.
Há 20 anos nasceu a moeda que Draghi promete manter unida. De unidade cambial europeia, a moeda única passou a chamar-se euro. Nasceu o BCE, a Zona Euro cresceu e muitos desafios a ameaçaram, até que o “Super Mario” defendeu-a da crise. Contudo, ainda há muito por fazer na união monetária.

O que vai acontecer hoje

Zona Euro. Índice de gestores de compras (PMI) compósito da Markit, relativo a Dezembro; Balança comercial, relativa a Outubro; Índice de preços nos consumidores, relativo a Novembro.

Estados Unidos. Produção industrial, relativa a Novembro; Índice de gestores de compras (PMI) da Markit para a indústria, relativo a Dezembro.

Fed. Conclusão da reunião de política monetária, após a qual será anunciada a decisão acerca da taxa de juro de referência. Serão divulgadas as novas projecções para a economia e Janet Yellen dará uma conferência de imprensa. (Jornaldenegocios)

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