Viva a liberdade, a paz e divisão justa da renda!

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Para os próximos 40 anos só dois desafios interessam: desenvolvimento e distribuição justa da renda nacional.

Autonomia e paz são dois bens alienáveis que qualquer povo pode almejar. Quarenta anos depois da Independência, 13 dos quais em paz efectiva, o país tem tudo para transformar-se numa Nação de facto. Pois, o esteio para o desenvolvimento socio­económico e político são esses dois factores.

Para traz ficam dois inesque­cíveis e destruidores conflitos armados: o de libertação do poder colonial – que uniu todos os angolanos, embora em ban­das distintas e a guerra civil.

Para os próximos 40 anos só dois desafios interessam: desen­volvimento e distribuição justa da renda nacional. Este tem últi­mo tem sido o principal pomo da discórdia sobre o rumo do país.

Se para uns o país tem rumo, para outros, o rumo continua a ser um desafio, ou mesmo uma miragem, na medida em que para esse o rumo devia resumir-se no bem-estar e no acesso ao bens de primeira necessidade, nomeadamente a Saúde, a Edu­cação de qualidade inquestioná­vel, só para citar este dois facto­res de desenvolvimento.

Esta data memorável assina­la-se numa altura em a econo­mia doméstica vive uma pres­são sem precedentes, fruto da actual conjuntura da economia mundial, marcada pela queda do preço do barril de petróleo no mercado internacional.

A pressão sofrida por Ango­la é, sobretudo, motivado pelo facto de o país depender uma única fonte de receita que sus­tenta cerca de 90 por cento das exportações do país, fruto da não diversificação da economia.

Este chavão – diversificação da economia, passou a constar, de forma obrigatória, de todos os discursos políticos, como consequência do aperto da cri­se. Especialista em matéria eco­nómica pregaram no deserto, vezes sem conta, sobre a neces­sidade de se alavancar os secto­res da Agricultura e da Indústria, com boom do petróleo, mas não se fizeram ouvidos ou fingiram que ouviram, pelo menos a mal­ta que manda cá na banda.

Os níveis do aperto é sintoma de que os conselhos não foram acatados. Pois se assim fossem, o país teria estofo para suportar o senhor crise do crude. Vamos fazer votos que quando esta cri­se passar tenhamos aprendido um pouco mais do que na crise de 2009. A paz, a democracia e a liberdade devem ter como sinónimo comum o bem-estar socio-económico de todos os angolanos. Assumir a existên­cia de injustiça na divisão da riqueza nacional não resolve o problema. O problema resolve-se mesmo dando-os solução. Bem-haja a todos os angolanos pelos 40 anos de liberdade! (semanarioeconomico.ao)

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