Só um terço das empresas registadas no INE estavam activas em 2014

(Expansao)
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Apenas cerca de um terço das empresas registadas no Instituto Nacional de Estatística (INE) no final do ano passado estavam em actividade, revela um documento publicado no site da instituição.

De acordo com as Estatísticas do Ficheiro de Unidades Empresariais (FUE), das 116.894 empresas registadas, 39.884 estavam activas (34,1% do total), enquanto a maior parte (64,4%) estava a aguardar início de actividade, ou seja, estavam constituídas no Registo Nacional de Pessoas Colectivas mas ainda ‘paradas’.

O documento indica ainda que 1.600 (1,4%) estavam suspensas (por danos de instalações ou outros motivos) e 139 (0,1%) tinham sido dissolvidas. O documento do INE, referente ao período 2011-2014, revela ainda que, quanto à distribuição de empresas em actividade por províncias, no final do ano passado, Luanda ‘detinha’ 55% do total, seguida de Benguela (8,8%), Cuanza Sul (5,2%), Huíla (4,3%), Huambo (3,9%) e Cabinda (3,6%).

Em termos de ramos de actividade, indica o FUE, mais de metade (52,2%) das empresas era de ‘comércio’. Na categoria ‘alojamento, restauração, actividade imobiliária’ estavam 10% das empresas, enquanto nos sectores de ‘indústrias transformadoras’, ‘construção’, ‘agricultura, produção animal e silvicultura’ estavam 8,2%, 7,4%, 5,4% e 3,9%, respectivamente.

Quanto à forma jurídica, ou seja, propriedade das empresas, destacavam-se as ‘sociedades por quotas’ (60,6% do total), seguidas das ‘empresas em nome individual”, com 36,7%. Nos sectores institucionais, as ‘sociedades não financeiras privadas nacionais’ e as ‘famílias’ predominavam, com 60% e 39,5%, respectivamente, explica o documento do INE.

Segundo a instituição, esta publicação “baseia-se na compilação de dados do Inquérito de Actualização do FUE, do Inquérito Anual Harmonizado às Empresas e noutros inquéritos económicos realizados pelo INE”. Estão também incluídos “os dados obtidos do Registo Geral de Empresas, realizado no INE, em várias Unidades do Serviço Integrado de Atendimento ao Cidadão (SIAC), Guiché Único da Empresa (GUE) e do Balcão Único do Empreendedor (BUE) alargado para todo o País”.

O INE explica que o FUE não inclui “informações sobre volumes de emprego e negócios das empresas”, uma vez que estes dados estão “integrados noutra publicação que aborda especificamente a parte contabilística” das firmas, para evitar a “duplicação de esforços”.  (expansao.co.ao)

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