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Secretária de Estado defende reforço das estratégias de redução da violência
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Secretária de Estado defende reforço das estratégias de redução da violência

(Foto: Clemente dos Santos)

(Foto: Clemente dos Santos)

A secretária de Estado para a Educação, Ana Paula Inês defendeu, nesta quarta-feira, em Luanda, a necessidade de se reforçar as estratégias de redução da violência contra a mulher por ser um elemento indispensável para a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática.

A responsável discursava na abertura da terceira conferência nacional sobre “A mulher e a violência” realizada pelo Ministério da Família e Promoção da Mulher, em parceria com o Banco Económico e sublinhou que a violência doméstica é um problema transversal, ocorrendo em diferentes contextos, independentemente de factores sociais, económicos e culturais.

“Ela é praticada na sua maioria sobre mulheres e crianças no seio familiar. Temos registado o aumento de denúncias de crimes de violência sexual, física, psicológica, e económica, nomeadamente no abandono familiar, fuga à paternidade e a falta reiterada de prestação de alimentos, que tem ocorrido nas famílias”, disse.

Ana Paula Inês explicou que, o aumento das denúncias deve-se a uma maior campanha de visibilidade do fenómeno, campanhas públicas de sensibilização, maior consciencialização das vítimas para os seus direitos e ainda maior exposição mediática.

Em seu entender, a violência contra a mulher, quer no seio da família, quer nas comunidades tem sido um obstáculo à concretização dos objectivos de igualdade, do desenvolvimento e da paz e constituem um fenómeno grave que tem merecido uma particular atenção do executivo angolano, que procura formas da sua diminuição, educando a população e criando mecanismos de protecção a mulher e a menina.

Por outro lado, Ana Paula Inês avançou que dos casos denunciados até o terceiro trimestre deste ano, sete mil e cento e trinta e um (7.131) são de violência doméstica, sendo 81 porcento contra a mulher, 19 contra a criança, 28 de crimes sexuais, 20 de fuga à paternidade e 25 de falta de prestação de alimentos.

Para a responsável, o Plano Executivo de Combate à Violência doméstica e o respectivo cronograma de acções, bem como a Política Nacional para a Igualdade e Equidade de Género demonstra o quanto é necessário e importante aumentar a mobilização social e a consciência pública no combate a este mal, com objectivo de contribuir para a harmonia, estabilidade e coesão das famílias.

A terceira conferência nacional sobre “A mulher e a violência”, sob lema “Da paz no lar à paz no Mundo: juntos por uma educação segura no combate à violência, gravidez e casamento precoce”, tem como objectivo reflectir sobre a problemática da violência doméstica, a gravidez e casamento precoce com vista a melhorar a condição de vida das famílias, mulheres e meninas através de políticas e programas que privilegiam o combate à violência doméstica e a moralização da família e da sociedade.

Participam no evento, deputados, secretárias de Estado, autoridades tradicionais, representantes de diversos municípios, entidades eclesiásticas, agências das Nações Unidas, entre outros convidados. (portalangop.co.ao)

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