Roberto de Almeida ressalta firmeza da juventude angolana na defesa da integridade territorial

Roberto de Almeida, Vice - presidente do MPLA (Foto: Lucas Neto)
Roberto de Almeida, Vice - presidente do MPLA (Foto: Lucas Neto)
Roberto de Almeida, Vice – presidente do MPLA (Foto: Lucas Neto)

O vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida, ressaltou nesta sexta-feira, em Luanda, a firmeza da juventude angolana na defesa da integridade territorial do pais ao longo dos 40 anos de Independência Nacional.

Roberto de Almeida fez esta referência quando discursava na abertura da Conferência Nacional sobre “A Juventude e os 40 anos de Independência Nacional”, que reúne na capital do país militantes da JMPLA provenientes das distintas regiões de Angola.

Acrescentou que a juventude angolana continua firme na defesa da integridade territorial, tantas vezes em perigo ao longo destes 40 anos de existência e com enormes sacrifícios, e renúncia aos seus sonhos imediatos de formação académica e profissional.

Argumentou que, pela generosidade, espírito solidário e altruísta que a anima, bem como fidelidade aos princípios de justiça e liberdade, a juventude angolana é também o alvo predilecto das tentativas de aliciamento, por parte de elementos que procuram semear conflitos, através do fomento de acções desestabilizadoras e manobras de divisão do povo.

Referiu que a juventude, de um modo geral, caracteriza-se por ser aquele segmento social que carrega em si os genes do futuro e é por esta razão que o MPLA considera que esta deve desempenhar um papel crucial em todo o processo de reconstrução e desenvolvimento do país.

Isto, acrescentou, não só porque ela constitui a maioria da população, mas sobretudo porque é aquela camada que apresenta maior potencial de desenvolvimento, dai que defenda uma juventude mais instruída do ponto de vista académico, que possua uma cultura vasta e diversificada, procurando e promovendo valores nacionais comuns, com o respeito pela diversidade das várias comunidades sócio culturais, condição primária para o desenvolvimento da angolanidade.

Roberto de Almeida disse ainda que a juventude angolana, hoje, apresenta novas características, “pelo que se torna necessário reforçar o trabalho político ideológico, como forma de melhor compreender as transformações ocorridas no país e contribuir com o seu pensamento critico e responsável para a reconstrução nacional”.

Dai que, disse, a defesa da imagem do país e do Presidente José Eduardo dos Santos, a consolidação da paz e unidade nacional, bem como a consolidação do Estado democrático e de direito constituem elementos essenciais da reconstrução nacional.

Durante a sua intervenção, o alto responsável do MPLA saudou ainda os militantes da JMPLA e a heróica juventude angolana, de Cabinda ao Cunene, a qual tem sido um firme sustentáculo dos ideais de independência e principal obreira da reconstrução de Angola.

Felicitou a direcção da JMPLA pela iniciativa da realização desta conferência, que homenageia e incentiva todos os jovens no seu trabalho diário pelo engrandecimento de Angola, quando se aproxima a celebração dos 40 anos de existência de Angola.

Referiu que o 11 de Novembro, dia da Independência Nacional, proclamada pelo MPLA e o Presidente Agostinho Net foi o culminar de todo o processo de luta heróica protagonizada por patriotas angolanos, desde a luta contra a ocupação, em 1482, à luta armada de libertação nacional, iniciada em 4 de Fevereiro de 1961.

Advogou que a juventude e os 40 anos de Independência Nacional, tema central da conferência, permite fazer uma evocação em torno dos feitos da juventude angolana e do seu abnegado patriotismo e dedicação, demonstrados nos mais diversos domínios da vida nacional desde os tempos mais remotos da luta de libertação nacional até aos nossos dias.

Segundo Roberto de Almeida, a juventude angolana escreveu páginas brilhantes na história da luta contra o colonialismo português, na clandestinidade, nas prisões e campos de concentração, na resistência contra o trabalho forçado e todas as formas de descriminação, no exílio e todas as vicissitudes ai sofridas, no Maqui, de armas na mão contra o regime opressor em guerra desigual e prolongada.

Com a presença de militantes provenientes de todas as províncias dopais, o evento irá abordar três painéis, como “O contributo da juventude nas várias etapas do processo político e na consolidação do estado democrático e de direito”, “O empreendedorismo juvenil e os desafios da diversificação da economia nacional” e “ A afirmação de Angola no contexto regional e mundial” que terão como oradores, respectivamente, Clemente Conjuca, secretário de Estado dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Samora Kitumba e Silva, economista, e Ângela Bragança, secretária de Estado para a Cooperação. (portalangop.co.ao)

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