Retirada propositada de placas de sinalização origina afogamentos na Ilha do Cabo

Parte da Ilha de Luanda (Foto: Angop/ilustração)
Parte da Ilha de Luanda (Foto: Angop/ilustração)
Parte da Ilha de Luanda (Foto: Angop/ilustração)

As autoridades administrativas da Ilha do Cabo, distrito urbano da Ingombota, em Luanda, acusam alguns banhistas de retirar propositadamente as placas de proibição colocadas em algumas praias consideradas perigosas na circunscrição, causando vários afogamentos.

Em declarações hoje, terça-feira, à Angop, o administrador da Ilha do Cabo, Paulo Neto disse que foram assinaladas as praias com maior perigosidade, com realce para a do Farol Velho, considerada perigosa mesmo para quem sabe nadar.

“Ao retomar a estação balnear, voltamos a colocar sinais de proibição em praias consideradas perigosas para os banhistas, trabalho que foi feito com a colaboração das comissões de moradores e autoridades policiais”, sublinhou.

Para além disso, disse que para reduzir os casos de afogamentos desenvolveram-se trabalhos de sensibilização e de socorro aos cidadãos, com o engajamento dos profissionais dos Serviços de Náufragos e da comunidade, onde a aposta vai para a educação comunitária, para a mudança de comportamento quanto ao respeito para com a natureza e a vida dos próprios munícipes e visitantes.

Apontou a negligência como factor principal dos afogamentos, onde alguns banhistas desrespeitam os princípios de segurança e todas normas de civilidade que se espera de qualquer ser humano, como o consumo de bebidas alcoólicas e ignorância de áreas assinaladas como perigosas para o banho.

Por este facto, Paulo Neto aconselhou os banhistas que frequentam as praias da circunscrição a não utilizar as zonas onde existe sinalização de perigo, de formas a evitar afogamentos.

O responsável apelou, por outro lado, aos frequentadores das praias da Ilha do Cabo a depositarem o lixo em locais apropriados, bem como o respeito dos bens públicos .

“ No âmbito do processo de requalificação da circunscrição é notória uma mudança de imagem da Ilha, por isso os seus habitantes e outros frequentadores devem tomar consciência sobre a importância das campanhas de preservação do meio ambiente e bens públicos instalados a disposição dos citadinos e outros visitantes”, sublinhou.

Manifestou-se no entanto preocupado com o lixo domiciliar, em muitos casos mal acondicionados na berma das ruas, por isso apelou maior colaboração dos munícipes, através das comissões de moradores, no cumprimento do que está estabelecido.

Reafirmou a continuidades da realização de actividades educativas ambientais e de consciencialização das pessoas sobre a importância da conservação do meio ambiente.

A Ilha do Cabo, conhecida por Ilha de Luanda, é um cordão litoral composta por uma estreita língua de terra com cerca de dez mil metros de comprimento que separa a parte baixa da cidade de Luanda do Oceano Atlântico e cria a Baia de Luanda. (portalangop.co.ao)

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