‘Que país é este?’: em capa histórica, Estado de Minas aborda a ‘lama’ que assola o Brasil

Jornal ligava acidente ambiental em MG com escândalos em Brasília. (Reprodução)
Jornal ligava acidente ambiental em MG com escândalos em Brasília. (Reprodução)
Jornal ligava acidente ambiental em MG com escândalos em Brasília. (Reprodução)

Quinta-feira, dia 26 de novembro de 2015. Esse foi o dia em que o jornal Estado de Minas não teve papas na língua e abusou da criatividade para questionar e informar seus leitores a respeito da lama que assola não só o estado afetado por dos maiores acidentes ambientais da história do país, mas o Congresso Nacional, as empresas, as instituições e – por que não? – a sociedade civil também.

A referência escolhida pela redação foi a frase do ex-governador de Minas Gerais, Francelino Pereira, que ficou famosa na música homônima da banda Legião Urbana “Que país é este?“. As manchetes, por sua vez, são inspiradas no restante da letra da música e fazem Renato Russo soar mais 2015 do que nunca, mesmo duas décadas após sua morte.

A primeira manchete, a respeito do rompimento das barragens em Minas Gerais, fala dos danos ambientais gigantescos causados pela lama na região da cidade de Mariana e em parte do litoral o país. Em seguida, a “sujeira” também é vista no Senado, uma vez que o líder do governo na casa, Delcídio do Amaral (PT-MS), foi preso na quarta (25) por tentar barrar as investigações da Operação Lava Jato.

A Polícia Federal, que prendeu um parlamentar em exercício pela primeira vez na história do Brasil, busca desvendar um dos maiores esquemas de corrupção já vistos por aqui e deteve também o banqueiro André Esteves, até então considerado por boa parte da imprensa e da iniciativa privada um investidor audacioso e com muita credibilidade no mercado por seu trabalho à frente do BTG Pactual.

O escândalo de Delcídio e Esteves ainda é abordado quando o veículo diz que “ninguém respeita a constituição”: o senador articulava manipular o Supremo Tribunal Federal (STF), atitude que deixou os próprios ministros indignados.

“Quando vendermos todas as almas dos nossos índios num leilão” lembra uma exposição na cidade de Inhotim e a forma ainda nada desenvolvida como tratamos os verdadeiros nativos desta terra, enquanto o verso “terceiro mundo, se for. Piada no exterior” é a manchete a respeito da reação da Organização das Nações Unidas (ONU) depois do desastre ambiental em Minas, uma vez que as medidas tomadas para evitar os danos “foram claramente insuficientes” e ainda há muita demora no envio de informações importantes sobre a catástrofe. (yahoo.com)

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