Privados querem negociação sobre zona de comércio livre

(FOTO: D.R.)
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O sector privado em África exortou ontem a União Africana (UA) a lançar oficialmente negociações para a criação da Zona Continental de Comércio Livre (ZCL), que deve baixar os obstáculos ao comércio.

Depois de acolher altos responsáveis de diversos organismos comerciais em África, a Câmara de Comércio Pan-africano defendeu  a necessidade da rápida abertura de uma plataforma oficial de consultas.
A Câmara de Comércio e a Comissão da União Africana juntaram os actores do sector privado africano nas Seycheles para discutirem o roteiro para a Zona Continental de Comércio Livre   destinada a ajudar a acelerar o comércio transfronteiriço no seio dos países africanos.
Durante o envolvimento da Comissão da UA com o sector privado no processo de negociação da Zona Continental de Comércio Livre, o sector privado propôs a formação de um Conselho de Assuntos Africanos para desempenhar um papel importante na concepção das políticas comerciais que exigem a atenção dos países que se vão juntar à Zona de Comércio Livre.
As políticas comerciais compreendem a regulamentação dos vistos e as questões de migração que dificultam o comércio. Treasure Thembisile Maphanga, director do departamento do Comércio e Indústria da Comissão da União Africana, declarou que, para que África duplique os seus volumes de trocas intracontinentais, o lançamento do diálogo para a criação da Zona Continental de Comércio Livre, em 2017, é uma “necessidade absoluta”.

A Cimeira África de 2016 do Fórum sobre a Ajuda e Desenvolvimento Internacional realiza-se em Fevereiro próximo, em Addis Abeba,    com a participação de mais de 250 representantes e conselheiros de alto nível de governos regionais, agências da ONU e de Organizações Não-Governamentais internacionais e regionais.  A reunião conta com a participação das organizações comunitárias, dos investidores, dos  doadores de fundos, dos institutos de pesquisa e do sector privado.
Um comunicado oficial publicado em Addis Abeba refere que a cimeira, prevista para 2 e 3 de Fevereiro próximo, no Centro de Conferências das Nações Unidas, concentra a sua atenção nas inovações tecnológicas e nas boas práticas para melhorar a prestação de ajuda e da estratégia de desenvolvimento na África Oriental.
O Fórum sobre a Ajuda e Desenvolvimento Internacional apostou em parcerias duradouras entre os actores-chave do sector humanitário e do desenvolvimento há mais de 13 anos, recorda o comunicado. (jornaldeangola.com)

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