Presidenciáveis da UNITA aprovados

(OPAIS)
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Verificada a autenticidade dos documentos apre­sentados no processo de formalização das candidaturas, a Comis­são Eleitoral declarou aptos os três concorrentes ao cadeirão máximo do “Galo Negro”.

O presidente da referida comissão, Alcides Sakala, anunciou em confe­rência de imprensa que até ao dia 8 do corrente mês realizar-se-ão em todo o país as conferências provinciais para a eleição dos delegados ao XII con­gresso ordinário que irá decorrer sob o lema “Aprofundar a democracia para servir os angolanos”.

O político realçou que a eleição do presidente da UNITA rege-se pelos princípios da universalidade do su­frágio, da liberdade, igualdade e legi­timidade. Sem se esquecer de outros requisitos como a transparência, a imparcialidade, a unicidade e a perio­dicidade do voto assim como o voto pessoal, directo e secreto incluindo a verdade e a integridade eleitoral.

Gato corre à frente, no boletim

Sorteados os números que irão re­presentar a posição de cada candi­dato no boletim de voto, o candidato Lukamba Paulo Gato é o primeiro, seguido de Abílio Kamalata Numa e, por fim, o número 3 será representado por Isaías Henrique Ngola Samakuva.

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Os argumentos de Samakuva

O porta-voz da campanha do can­didato do actual presidente da UNITA, Hugo Pínio Ngongo, disse em entre­vista a O PAÍS, que o seu candidato tem dado grande contributo no en­grandecimento do partido, facto que fez com que fosse eleito três vezes pe­los militantes. O entrevistado afirmou ainda que a candidatura de Isaías Sa­makuva foi uma solicitação de milha­res de militantes que o convenceram a voltar a candidatar-se, garantido des­sa forma a Victória do seu candidato.

“Eu conheço o potencial do meu candidato e por isso tenho a certeza de que ele irá vencer e, por ser uma candidatura solicitada pelos militan­tes, e sendo eles os eleitores, será ape­nas a confirmação de um acto”, disse, acrescentando que Isaías Samakuva continuará a ser o grande líder que é e a dedicar-se à vida do partido.

No que concerne aos objectivos do partido para a governação, o porta-voz afirmou que uma das grandes ambições do partido é tomar o poder a fim de devolvê-lo ao povo angolano.

“A nossa Angola precisa de ser res­gatada, estamos há quarenta anos de Independência, mas o país continua sequestrado por um pequeno grupo. O nosso objectivo é tomar conta do poder e devolvê-lo aos angolanos para que Angola seja exactamente aquilo que os angolanos sempre so­nharam. Se alguma coisa tem muda­do no país é graças a luta democráti­ca que a UNITA tem levado a cabo”, concluiu.

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Apoios de Gato

Um dos apoiantes assumidos de Lukamba Gato é o antigo deputado Marcial Dachala.

Num post que publicou na sua pá­gina da Internet, o político justificou o seu apoio referindo que de Gato apreciava a “tessitura e consistência ideológicas”.

Dachala considerou o seu candidato como sendo alguém “dotado de um apurado faro político e coerente nas posições que assume”.

Para ele, o antigo secretário geral tem uma boa visualizaçâo estratégi­ca, uma invulgar capacidade de or­ganização, um considerável sentido de comando e controlo, está bem e à vontade em toda a malha social ango­lana, da aldeia à urbe.

Marcial Dachala considera Lukam­ba Gato como sendo humana e insti­tucionalmente solidário. “Tem uma salutar dose de teimosia mas é inte­lectualmente honesto. É criativo e de acção. É o líder que a nossa UNITA necessita para estes novos tempos”, sustentou

Outra fonte da candidatura de Paulo Lukamba Gato manifestou, em declarações a OPAÍS, o desejo de que este conclave seja, por excelência, profunda reflexão sobre a trajectória deste partido nos últimos 12 anos.

Instado a comentar sobre quais se­rão as linhas programáticas do can­didato Lukamba “Gato” na sua cam­panha e o que esperam da realização deste XII Congresso, uma fonte da candidatura do ex-secretário geral disse: “estamos convictos que o XII Congresso é o quadro, por excelência, de profunda reflexão sobre a nossa trajectória, em várias dimensões, nos últimos 12 anos”.

Ele expressou o desejo de que do congresso saiam as melhores decisões que elevem a UNITA à altura dos des­afios da governação do país.

A fonte deste jornal indicou que uma das premissas que devem norte­ar a campanha de “Gato” ao mais alto caldeirão da UNITA é a sua profunda convicção do dever moral e patrióti­co de, voluntariamente, retribuir ao Partido de que é militante activo ao longos de 41 anos de militância, ser­vindo-o, como seu líder, “para reali­zar os seus objectivos centrais em prol dos angolanos”.

Ao apresentar as razões da sua can­didatura à liderança da UNITA Paulo Lukamba “Gato” referiu em recente conferência de imprensa que iria pro­tagonizar um salto geracional, na di­recção do partido, e desta forma abrir o caminho para as novas gerações.

“Em democracia deve haver limi­tação de mandatos como nos ensina o Presidente fundador e eu cito: ”a nossa missão é mesmo garantirmos à juventude e aos quadros que eles terão uma oportunidade. É por isso mesmo que a democracia limita os mandatos. é para permitir que outros venham fa­zer melhor”, disse na altura o General na reserva e ex-SG da UNITA.

O político sustentou que as linhas programáticas da campanha de Paulo Lukamba “Gato” vão centrar-se na componente democratica, onde “os delegados têm a perfeita noção de que o ciclo que este Congresso pode fechar, na vida da UNITA, é determi­nante para o seu futuro.

“Ou se prova definitivamente que a UNITA é democrática com a mudan­ça, ou se cria dúvidas e algum cepti­cismo com a continuidade”, apelou.

Ele sugere também alterações na na matriz ideológica do partido “re­afirmada no seu X Congresso, e o seu desenvolvimento por forma que esta inspire permanentemente: a sua visão sobre a sociedade, o seu programa; a sua organização e disciplina; a sua co­esão e a unidade interna.

A UNITA e a sociedade, Governo alternativo, imagem, património no partido e empreendedorismo são, en­tre outras, as premissas que norteam a candidatura de “Gato” para o con­gresso de Dezembro próximo.

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Abílio Camalata Numa quer mudar tudo

Em declarações exclusivas a OPAÍS, o candidato Abílio Camalata Numa, garantiu que se for eleito a sua primeira acção será a alteração da cláusula estatutária que permite que os líderes da UNITA se perpetuem no poder.

“Vamos restituir à UNITA os seus militantes” assegurou o político afirmando que a sua campanha será assente na luta de que “nenhum militante pode ficar na liderança do partido para além de dois mandatos. Numa disse que o partido tem de quebrar o ciclo europeu que não tem estado a seguir a evolu­ção do mundo nesta matéria.

“O tempo exige isso e é humano que não se deva dirigir para sempre porque perde-se lucidez e serenidade”, defen­deu.

O candidato à presidência da UNITA afirma que seria mal vis­to se o actual presidente Isaías Samakuva voltasse a ser eleito e considera que a actual candi­datura do presidente cessante é pessoal e não envolve a maioria dos militantes.

Para Numa os congressistas serão postos à prova no próxi­mo mês de Dezembro, alegando que não podem contrariar “as vozes dos angolanos que cla­mam pela mudança”. (opais.co.ao)

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