Operadores petrolíferos perfuram milhares de poços

Angola lançou mãos a mega-projecto de produção de gás liquefeito (Foto: D.R.)
Angola lançou mãos a mega-projecto de produção de gás liquefeito (Foto: D.R.)
Angola lançou mãos a mega-projecto de produção de gás liquefeito
(Foto: D.R.)

Gozando o estatuto de maior contribuinte nas arrecadações fiscais das contas públicas nacionais a área de exploração de petróleo continua a ser um segmento de avultados investimentos e tecnologia.

O sector dos petróleos continua, apesar das oscilações do mercado em 2015, o mais contributivo em arrecadação de receitas fiscais, além de ser dos mais modernos em inovação tecnológica. Ao longos dos 40 anos, desde a Independência Nacional, a concessionária petrolífera criada em Fevereiro de 1976 lidera as mudanças que vêm sendo observadas no ramo.

Em acções concertadas com as parceiras dos vários blocos licenciados, a Sonangol mantém as referências na prospecção de hidrocarbunetos. Ao todo, Angola produz 1,8 milhões de barris/dia, o que lhe dá o segundo lugar na região subsahariana. A meta é atingir os dois milhões de barris/dia e superar a liderança da Nigéria. Contudo, o Executivo lan- çou mãos a um moderno projecto de aproveitamento do potencial petrolífero. Evitar a queima de gás e a consequente poluição pelos efeitos de estufa, valorizou a medida de implementação de LNG.

A Angola LNG é a maior produtora de gás natura liquefeito a operar em território nacional. Instalada no município do Soyo, província do Zaire, a iniciativa pública opera uma das mais modernas fábricas de processamento de LNG do mundo. Constituída através de um consórcio das maiores empresas do sector de petróleo e gás, designadamente a Sonangol (22,8 por cento), Chevron (36,4), Total (13,6), BP (13,6) e ENI (13,6), a Angola LNG tem um potencial para produzir um bilhão de pés cúbicos de gás limpo/dia. Prevê-se que a distribuição seja capaz de fornecer aos mercados doméstico e internacional.

A construção de refinarias localmente deve diminuir custos de transformação. (Foto: D.R.)
A construção de refinarias localmente deve diminuir custos de transformação.
(Foto: D.R.)

O abastecimento da fábrica deve ser feito através das reservas de gás estimadas em mais de 10 triliões de pés cúbicos de gás que estão disponíveis nos blocos 0,1,2,14,15,17 e 18 localizados na zona marítima. A fábrica terá uma capacidade instalada para produzir 5,2 milhões de toneladas (6,8 bcm “mil milhões de metros cúbicos”) por ano, armazenar 360 mil de gás natural liquefeito (LNG) em tanques de contenção total e outras facilidades para armazenagem de LPG e condensados e um terminal marítimo de carregamento suficientemente grande para a atracagem de navios carregadores com mais de 210 m de comprimento.

Espera-se que a fábrica venha a receber aproximadamente mil milhão de pés cúbicos/dia de gás associado a partir dos campos petrolíferos localizados na zona marítima e produzir 5,2 mmt (milhões de toneladas métricas) por ano de gás natural liquefeito e outros derivados líquidos de gás assim como abastecer com mais de 125 mmscfd (milhões de metros cúbicos por dia) de gás para o mercado nacional angolano.

Refinaria Em meados de 2016, Angola deve inaugurar a refinaria do Lobito, na província de Benguela. Com a entrada desta infra-estrutura, o sector nacional dos refinados de petróleo vai ganhar maior dinamismo e acertar a oferta com a procura relativa que se assiste nos nossos dias. Angola lançou mãos a um mega-projecto de produção de gás liquefeito A construção de refinarias localmente deve diminuir custos de transformação Ainda este ano, um consórcio de empresas privadas angolanas anunciou um investimento de vários milhões de dólares para a construção de uma refinaria no Bengo.

A refinaria de Luanda constitui-se de salas de controlo, unidades de fabricação, laboratório e o ciclo combinado, um projecto voltado à produção de energia eléctrica a partir de vapor. A unidade de produção apresenta uma capacidade de oferta na ordem dos 55 mil barris/dia. O objectivo é chegar até ao segundo semestre de 2016 com uma capacidade a rondar os 65 mil barris/dia, que é a capacidade nominal da refinaria fundada em 1958. As contas dos operadores estão direccionadas para o facto de, com a completa operacionalização, quer da refinaria de Luanda, quer da do Lobito, a oferta interna de refinados aumentar substancialmente, assim como a economia deverá poupar recursos e gastos com a importação do produto.

DESTAQUES

SONANGOL MANTÉM PAPEL

A Sonangol e a ENI deverão concluir, nos próximos meses, a avaliação de projectos de desenvolvimento de campos de gás, na Bacia do Congo, para a geração de energia.

TOTAL ACOMPANHA

A Total iniciou as suas actividades em 1952-1953, quando recebeu a primeira concessão, no onshore e offshore angolanos – Bacia do Kwanza e do Baixo Congo. Tem 1.700 colaboradores.

BRITISH PETROLEUM APONTA RESULTADOS

A British Petroleum (BP) aplicou já em Angola mais de 25 mil milhões de dólares e pretende investir mais 20 mil milhões em exploração e desenvolvimento em águas profundas nos próximos 10 anos.

SCHLUMBERGER OLHA ONSHORE

A Schlumberger está em quase 90 países, empregando 120 mil trabalhadores em 2014. Segundo informação no site da empresa, as receitas da companhia ascenderam a cerca de 4,9 mil miliões de kwanzas, mais 7,0 por cento. (jornaldeeconomia.ao)

Por: Isaque Lourenço

 

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