“O acordo deve ser transparente para não dar origem a interpretações”

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No espaço de comentário semanal na SIC Notícias, o socialista António Vitorino e o social-democrata Pedro Santana Lopes falaram sobre a atualidade política.

Numa altura em que se aproxima a votação do programa da coligação Portugal à Frente (PàF), que deverá ser rejeitado pela Esquerda, António Vitorino questiona quais são os contornos do acordo à Esquerda.

O PS, Bloco de Esquerda e PCP continuam em negociações para chegar a acordo mas ainda não são conhecidas as medidas que o integram.

O antigo líder do PSD, Santana Lopes, está confiante de que se o acordo não culminar num governo estável, o secretário-geral do PS vai recuar. “Se não houver um governo estável, António Costa não apresentará uma moção de rejeição ao programa da coligação. Não o fará até pelo próprio interesse. Costa não iria cometer este ato de grande perigosidade política”, admite, acrescentando que “as coisas ainda estão em aberto”.

Já o militante do PS retira à partida a possibilidade de um governo de gestão e acredita que o acordo deve ser claro. “O acordo deve ser claro e transparente para não dar origem a interpretações”, assegura, referindo-se ao PCP e Bloco de Esquerda e aos seus ideais antieuropeístas.

Quando questionados sobre o atraso na entrega do programa a Bruxelas, os dois comentadores dizem perceber a posição do atual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. “Compreendo a posição do Governo, não faz sentido estar a enviar um draft verdadeiro do que vai ser o Orçamento do próximo ano. Estar a enviar um programa que ainda não se sabe se vai ser aprovado é respeitar Bruxelas e desrespeitar Lisboa”, afirma Santana Lopes.

António Vitorino indica que vai ser o governo de Esquerda a “apresentar rapidamente o primeiro draft do orçamento”. (noticiasaominuto.com)

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