Mundo atingiu meta de redução dos casos de malária

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Malária está a infectar menos pessoas em África, segundo dados da Organização Mundial de Saúde e da parceria “Roll Back Malaria”

O sexto Objectivo de Desenvolvimento do Milénio (ODM), que procura deter e reverter a incidência da malária até ao final deste ano, foi atingido, avançou a ONU. De acordo com a iniciativa da Organização Mundial da Saúde e da parceria “Roll Back Malaria”, esta meta foi possível alcançar graças aos esforços colectivos e ao aumento dos financiamentos no sector. Desde o ano 2000, os progressos alcançados na luta contra a malária foram suficientes para evitar a morte de mais de 6,2 milhões de pessoas, sendo 97% delas crianças. “O sucesso mundial para reverter os casos de malária mostra o que pode ser atingido com a determinação e a parceria corretas”, afirmou Mogens Lykketoft, presidente da Assembleia Geral da ONU.

Os resultados fornecem “inspiração a todas as nações que procuram criar um ambiente saudável para as crianças e adultos”, acrescentou. Mogens Lykketoft acredita que “o mundo pode e deve eliminar a malária até 2030”. Para o presidente da Assembleia Geral da ONU, este objectivo exige a implementação da nova estratégia desenvolvida pela parceria “Roll Back Malaria” e pela OMS. De acordo com dados revelados pela ONU, apenas em África, onde são registadas 90% das mortes por malária, desde o ano 2000, registou-se uma redução de 69% no número de óbitos entre as crianças com menos de cinco anos.

Actualmente, há mais de 100 países livres da malária e pelo menos outros 55 caminham a passos largos para reduzir a incidência da doença em 75% até ao final deste ano Dados recolhidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em parceria com a “Roll Back Malaria”, pela primeira vez na história há menos pessoas a ser infectadas em África pela malária. Além do mais, muitos países não só em África, mas também no continente americano, no Mediterrâneo e na Ásia-Pacífi co têm como meta a eliminação da doença. Apesar dos avanços, a OMS alerta que deverão ocorrer 214 milhões de casos de malária este ano.

Segundo a mesma previsão, a doença deverá matar 472 mil pessoas, a maioria crianças menores de cinco anos em África. A malária continua a ser uma das principais causas e consequência da pobreza e desigualdade no mundo, com mais da metade da população mundial em risco de contrair uma infecção. Acontece que para atingir a meta de eliminar a doença até 2030, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que são necessários mais investimentos. Em Julho, na Conferência Internacional sobre Financiamento para Desenvolvimento, realizada em Adis Abeba, os países participantes debaterem os planos para atingir essa meta.

De acordo com a parceria “Roll Back Malaria”, o mundo vai precisar investir 100 mil milhões de dólares para reduzir em 90% a incidência da doença até 2030. Além disso, outros 10 mil milhões de dólares serão necessários para fi nanciar investigações e o desenvolvimento de novas técnicas, incluindo medicamentos e insecticidas. Os especialistas estimam que os investimentos anuais devem aumentar para 6,4 mil milhões de dólares até 2020, comparados com os 2,7 mil milhões registados em 2013.

OMS aprova vacina contra a malária

Primeira vacina deverá entrar em fase de testes. A vacina contra a malária já tem o aval da Organização Mundial de Saúde (OMS). O comité de peritos da organização deu luz verde à utilização da vacina, a primeira vacina existente contra a malária, e destinada a crianças no continente africano, mas vai haver ainda uma fase piloto.

Transmitido por mosquitos, este parasita afecta cerca de 200 milhões de pessoas em todo o mundo, principalmente nos trópicos, e é a causa de cerca de 600 mil mortes a cada ano, segundo a OMS. Mais de 75% das mortes são de crianças menores de cinco anos, a maioria na África Subsaariana, onde o parasita mata 1.200 crianças por dia. (semanarioeeconomico)

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