MPLA e UNITA definem posições sobre OGE

(OPAIS)
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João Pinto da bancada parlamentar do MPLA, diz que as despesas com a Defesa e Segurança abrangem a integração social dos veteranos da Pátria e a formação mas Raul Danda da UNITA diz o contrário.

O deputado e vice-presidente da Bancada Parlamentar do MPLA, João Pinto, disse a OPAÍS, ontem, em Luanda, que, sendo Angola um país de referência na segurança no continente africano, em especial na região austral, uma particular atenção no Orçamento Geral do Estado (OGE) 2016 deve ser prestada à segurança “porque sem ela não há paz”.

João Pinto, que falava em exclusivo a este jornal, defendeu também que se deve investir noutros sectores, tendo em conta as necessidades do país, defendendo que “a educação e a saúde continuam a ser os sectores estratégicos”. Instando a comentar a posição do MPLA relativamente ao assunto, João Pinto referiu que a linha do seu partido é apoiar o Governo e analisar as questões mais fundamentais do OGE por forma a que, na especialidade, possam adequá-lo às necessidades do país, reflectindo a visão de todos os deputados da sua bancada.

Sobre o facto de o sector da Defesa ser ainda uma prioridade no OGE, João Pinto disse tratar-se de uma opção de quem governa. “A opção sobre políticas públicas é uma escolha e as escolhas pública dependem de quem governa, não de quem quer”, salientou, adiantando que “se nos disserem que não houve investimento naquela área, ninguém poderá dizer porquê”. Por seu turno, o chefe da bancada parlamentar da UNITA, Raul Danda, considera que a proposta do OGE não satisfaz a Oposição, alegando que nela o Governo voltou a colocar em segundo plano os sectores da Educação e o Ensino.

Para o dirigente da UNITA, o Governo insiste em não incluir na discussão os parceiros sociais para a busca de soluções que satisfaçam os interesses da população. Na opinião de Raul Danda “ há zonas cinzentas que continuam sem esclarecimento, designadamente a gestão de fundos do Estado por parte do Titular do Poder Executivo”.

Economistas esperam melhorias

O economista e professor universitário João Zumba disse ter verificado que na proposta de OGE 2016 o sector social está “a melhorar”. “Aumentou para 40 % e isso poderá reflectir-se na melhoria do sector social”, disse.

Ele espera por uma discussão desapaixonada, por causa dos recursos que são escassos e a fraca disponibilidade de receitas, baixas, e que a Oposição dê o seu contributo no sentido de melhorar o OGE. “Graças a esses contributos verificamos também que o sector social hoje já tem um peso significativo no OGE”, enfatizou. Já o economista Emílio Londa diz que, em termos de equilíbrios do OGE, confirmam- se os receios que muitos analistas expressaram relativamente à continuidade do déficit fiscal para o ano 2016. (opais.co.ao)

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