Manuel Vicente defende apoio financeiro para reduzir impacto ambiental em países menos avançados

Vice-presidente de Angola, Manuel Domingos Vicente (Foto: Cedida a Angop/Arq)
 Vice-presidente de Angola, Manuel Domingos Vicente (Foto: Cedida a Angop/Arq)

Vice-presidente de Angola, Manuel Domingos Vicente (Foto: Cedida a Angop/Arq)

O vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, expressou nesta segunda-feira, em Paris (França) a necessidade de os países menos avançados beneficiarem de financiamentos para reduzir os impactos ambientais, por serem os que mais sofrem com as alterações climáticas.

Manuel Vicente defendeu tal ponto de vista num debate sobre resiliência ambiental, à margem da 21ª Cimeira Mundial sobre Alterações Climáticas, ladeado pelo SG da ONU, Ban Ki-moon, e de um representante da União Africana.

Segundo a ministra do Ambiente, Fátima Jardim, em declarações à imprensa, no final do debate, o vice-presidente defendeu a necessidade de um fundo verde, particularmente, para apoiar os países menos avançados, como Angola, para se adaptarem melhor a problemas como secas, chuvas e outras alterações, investindo no conhecimento, educação e tecnologia.

Referiu que Manuel Vicente apelou para um envolvimento do sector privado, de modo a contribuir mais para reduzir o impacto resultante da resiliência ambiental.

A ministra, por seu turno, afirmou que Angola tem um modelo integrado e vai trabalhando para aumentar a arborização, melhorar a gestão de recursos como a água, bem como o sistema de alerta sobre as alterações climáticas.

Considera insuficiente o fundo de cerca de cem biliões de dólares proposto para reduzir os impactos ambientais nos países menos avancados, apelando para uma maior interação entre estados, governos e sociedades civis.

Fátima Jardim acredita que se venha a assinar o novo acordo do clima, devido ao diálogo e concertação entre estados, para até 2020 ratificarem esta convenção, que poderá ser um instrumento de ligação do mundo para enfrentar os desafios resultantes das mudanças climáticas.

Manifestou preocupação pelo facto de os eventos climáticos serem cada vez mais extremos, como os tsunamis, terramotos e ciclones, que em pouco tempo chegam a provocar graves prejuízos.

Lamenta o facto de, infelizmente, salvo raras excepções, serem os países menos poluentes os que mais sofrem com as alterações climáticas, daí a necessidade de maior reflexão para um mundo mais seguro. (portalangop.co.ao)

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