Malawi acusa o Parlamento de gastar dinheiro do Estado

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O governo malawiano acusou o parlamento de esbanjar os fundos do Estado, em viagens ao estrangeiro, à custa de reuniões das comissões parlamentares que nunca chegam a acontecer

A acusação foi feita em Lilongwe pelos Ministros dos Transportes, Francis Kasaila, e da Informação, Jappie Mhango.

Kasaila disse que nos últimos três meses o parlamento gastou um pouco mais de dois milhões e meio de dólares e que já havia solicitado um reforço de cerca de seiscentos mil dólares.

“Além dos seiscentos mil dólares, o parlamento deverá receber outro montante dentro em breve”, explicou o Ministro Kasaila, acrescentando que os parlamentes não devem queixar-se da falta de financiamento.

O Ministro disse que é preocupante ver o parlamento gastar dinheiro em viagens para o estrangeiro quando todos os outros sectores estão a cortar as despesas no âmbito das medidas de austeridade.

Francis Kasaila esclareceu que apesar do parlamento ser independente do governo, isso não lhe dá legitimidade para gastar os fundos do Estado sem justificação.

O Ministro da Informação, Jappie Mhango, também concordou com o seu colega dos Transportes, Francis Kasaila, acusando o parlamento de gastar as suas dotações orçamentais num curto espaço de tempo.

O parlamento malawiano é constituído por cento e noventa e três deputados.

Maior parte concorreu como independente, mas depois juntou-se a bancada do partido no poder.

Neste momento, os parlamentares estão reunidos em Lilongwe para analisar a situação económica do país.

Na abertura da sessão, o Presidente da República, Peter Mutharika, reconheceu que a economia está a atravessar momentos conturbados, situação agravada pela retirada do apoio orçamental por parte dos doadores.

Malawi é um país superdependente da ajuda externa e alguns críticos chegam a afirmar que o país é governado pelos doadores internacionais por, alegadamente, serem eles que ditam as regras de jogo.

A sessão parlamentar também vai discutir a lei de acesso a informação.

Trata-se de uma lei aguardada com grande expectativa depois do governo ter levado muitos anos para submeter a proposta ao parlamento. (RM-Malawi)

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