Lucros da Mota-Engil caem 68% pressionados por África

(Negocios)
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A Mota-Engil terminou os primeiros nove meses do ano com um resultado 68% inferior ao obtido no mesmo período do ano passado. A contribuir para esta evolução esteve África, onde a quebra de vendas superou os 20%.
A Mota-Engil terminou o terceiro trimestre com um lucro de 16,05 milhões de euros, o que representa uma descida de 68% face aos 49,74 milhões de euros registados em igual período do ano passado, revelou esta quinta-feira, 19 de Novembro, a construtora em comunicado emitido para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

As receitas do grupo tiveram um crescimento residual (0,2%) para 1,79 mil milhões de euros, num período em que as vendas em África caíram 29,5% para 592,7 milhões de euros, deixando de ser o mercado que gera mais receita ao grupo. Na Europa o volume de negócios cresceu 16,4% para 755,5 milhões de euros, voltando a ser o mercado onde a construtora mais factura, e na América Latina o aumento foi de 35,2% para 507,7 milhões de euros.

Já o EBITDA (resultados antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) diminuiu 19,5% para 252,1 milhões de euros.

A empresa liderada por Gonçalo Moura Martins (na foto) explica que a queda da actividade em África, cujo contributo para o EBITDA passou “de 69% no período homólogo, para 47% no período corrente”, não foi compensado pelo aumento verificado na Europa e na América Latina. A ajudar esteve também a consolidação da EGF, “cuja actividade apresenta margens superiores” o que permitiu que o EBITDA do subsegmento de Ambiente e Serviços fosse “influenciado positivamente em cerca de 20 milhões de euros”, adianta a mesma fonte.

“A dívida líquida ascendia a 1,6 mil milhões de euros, excluindo ‘leasing’ e ‘factoring’, tendo registado um aumento de cerca de 257 milhões de euros face a 30 de Junho de 2015, justificado essencialmente (233 milhões de euros) pela aquisição e consolidação das empresas do subgrupo EGF”, explica a Mota-Engil.

“A carteira de encomendas, em 30 de Setembro de 2015, ascendia a cerca de 4,3 mil milhões de euros, dos quais cerca de 3,4 mil milhões de euros em mercados fora da Europa, representando 78% do total da carteira.” (jornaldenegocios.pt)

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