Lopo do Nascimento: “não sei se existe coesão no MPLA”

(Foto: D.R.)
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Apesar de ter renunciado à política activa no ano passado, Lopo do Nascimento diz-se preocupado com o rumo que o partido vai tomando.

O antigo secretário-geral do MPLA Lopo do Nascimento afirmou existirem ainda muitos problemas a ser resolvidos no partido e afirma acreditar que o próximo Congresso, a ter lugar em Agosto de 2016, seja a maior oportunidade para dirimi-los, “basLopo tando que existam militantes com coragem e autenticidade”. Em declaração exclusivas à OPAÍS, Lopo do Nacimento referiu-se a tão badalada unidade e coesão no seio dos “camaradas”, afirmando que esta existe mais ao nível das bases, como é o caso do Comité de Acção (CAP) em que milita, do que ao partido no geral.

O antigo primeiro-ministro no período pós independência, que se considera “um militante simples do MPLA”, apontou a educação e o ensino profissional como um dos aspectos em que o Governo deve apostar.

O político disse, por outro lado, ser preciso formar os jovens e deixar que tenham uma profissão e deixem as vendas nas ruas.
“Não podemos continuar a importar pedreiros e eletricistas”, afirmou o antigo dirigente do MPLA.
Lopo deplorou igualmente o papel de muitas universidades que, em sua opinião, não estão interessadas na formação de quadros com qualidade.
“Acabamos com os cursos industriais e técnicos profissionais”, observou.
O político falou também durante as celebrações da independência nacional na conferência sobre (O Protagonismo da Igreja Católica na Luta de Libertação Nacional) do reconhecimento que merecia ser dado às figuras de outros partidos que deram o seu contributo para a luta de libertação nacional.

Assim sendo, reconheceu ter tido a sorte de ser um individuo militante de um partido, facto que diz ter-lhe dardo uma maior visibilidade no campo político. Porém, a mesma sorte não tiveram outras figuras com quem disse ter coabitado nas cadeias da PIDE.

Desafios

“Não podemos continuar a importar pedreiros e eletricistas. Acabamos com os cursos industriais e técnicos profissionais”. (opais.ao)

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